Miguel Oliveira doa camisola para leilão solidário

O piloto de Almada afirma, em comunicado, que é com «bastante orgulho» que se associa «a uma causa tão nobre como o acesso à saúde para os mais afectados pela pandemia».

(auto.look2010@gmail.com)

Miguel Oliveira doou uma camisola oficial autografada à Associação Dignitude, que começa hoje a ser leiloada, e cujas receitas se destinam a comprar medicamentos para apoiar pessoas que ficaram em situação precária devido à pandemia. O leilão da camisola do piloto português, vencedor do Grande Prémio de Portugal de MotoGP, decorre entre hoje e o dia 26 de Abril e para participar basta aceder à plataforma digital e Solidar (https://www.esolidar.com/pt/auction/detail/2509-camisola-oficial-autografada-por-miguel-oliveira) e apresentar a licitação.

«A oferta mais alta ganha uma camisola autografada pelo reconhecido piloto português, ao mesmo tempo que contribuirá para levar saúde a quem mais necessita», refere a associação em comunicado. Miguel Oliveira afirma, na nota de imprensa, que é com «bastante orgulho» que se associa «a uma causa tão nobre como o acesso à saúde para os mais afectados pela pandemia».

«Num momento tão excepcional, é essencial que a palavra de ordem seja solidariedade e todos podemos contribuir e impulsionar iniciativas solidárias que contribuam significativamente para a sociedade. Este é o momento de nos juntarmos e apoiar quem mais precisa», sublinha Miguel Oliveira.

Maria de Belém Roseira, embaixadora do projecto, disse que este leilão os «honrou muito», porque foi uma «oferta personalizada» e as receitas vão reverter para o programa de “Emergência abem: Covid-19”, destinado a ajudar no acesso a medicamentos, produtos e serviços de saúde a pessoas mais vulneráveis.

Promovido pela Dignitude, o programa regular da “Emergência abem: Covid-19” ajuda mais de 20 mil beneficiários, em parceria com várias entidades, pagando-lhes a parte não comparticipada pelo Estado nos medicamentos.

«Em Portugal temos muita gente pobre, sabemos que a pobreza é um intensificador da probabilidade de adoecer e de adoecer com doença grave, e as pessoas mais pobres têm muitas dificuldades» em comprar medicamentos e a situação de saúde pode piorar, sublinhou.

Este programa surgiu para «tentar evitar isso ou minorar estas dificuldades, não invadindo a vida das pessoas». Através da articulação com entidades locais, que conhecem as situações mais graves e identificam-nas, corresponsabilizando-se por uma parte do pagamento das despesas com medicamentos que comunicam à Dignitude que emite um cartão de beneficiário.

Os beneficiários podem deslocar-se a uma das 1.000 farmácias associadas e com o seu cartão comprar medicamentos prescritos pelo médico sem pagar nada, disse a antiga ministra da Saúde.

«É essencial para a pessoa continuar a ter uma vida com a doença controlada ou melhorada», sublinhou, adiantando que cerca de 13% dos beneficiários são crianças.

«Com a emergência da Covid-19, muitas situações passaram a ficar dramáticas do dia para a noite, com perdas de emprego, diminuição abrupta do rendimento das famílias com muitas encargos para satisfazer etc», apontou.

Perante esta realidade, criou-se «um novo programa», que tem já 1.266 beneficiários e a parceria de 47 com entidades locais, como autarquias, juntas de freguesia, IPSS, Misericórdias, Cáritas, que também levam os medicamentos hospitalares a casa, sobretudo durante o confinamento.

«Este é uma situação pungente. Estamos todos muito receosos e lançamos mão de todas as formas de solidariedade possível, desde as campanhas que organizamos regularmente, até o leilão de coisas simbólicas como esta camisola do Miguel Oliveira, piloto português que alinha no MotoGP, que realmente são pessoas fantásticas», rematou.

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