Miguel Oliveira: “Dedico a vitória aos portugueses”

O piloto português admitiu ter ficado «feliz por poder dedicar a vitória» no Grande Prémio MEO de Portugal de MotoGP, conquistada hoje, no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, «a todos os portugueses».

(auto.look2010@gmil.com)

Miguel Oliveira (KTM) falava aos jornalistas numa conferência de imprensa virtual, a partir do Autódromo Internacional do Algarve (AIA), que acolheu a 14.ª e última prova da temporada de MotoGP: «Sim, foi uma corrida longa, muito longa. Na Áustria (palco da primeira vitória da carreira em MotoGP), foi uma ultrapassagem de última hora. Houve muita adrenalina. Aqui não havia ninguém (à frente), comecei e acabei em primeiro», explicou o piloto da equipa Tech3.

Miguel Oliveira revelou que, «durante as três primeiras voltas, não quis olhar para o quadro da equipa» no muro das boxes, acrescentando que tentou «fazer as minhas trajectórias». «Comecei a fazer (tempos no segundo) 40.0 e pensei que seria uma boa referência para o ritmo a que conseguia ir», revelou. O português, de 25 anos, contou ainda que, depois de chegar ao meio segundo de avanço para os perseguidores, tentou «alargar a diferença para ter uma vantagem para gerir».

Sobre o campeonato deste ano, o piloto almadense destacou o facto de ter sido «um formato diferente de corridas», com 14 provas em cinco meses, que gerou «uma competitividade diferente, com motos sem serem de fábrica a ganharem corridas».

“NO PRÓXIMO ANO É MAIS DIFÍCIL ALGUÉM DESTACAR-SE E LIDERAR”

«É mais imprevisível. No próximo ano ainda vai ser ainda mais difícil alguém destacar-se e liderar, mas posso estar enganado», completou Miguel Oliveira, que ficou «feliz por poder dedicar esta vitória a todos os portugueses».

Miguel Oliveira sublinhou que não foi o maior conhecimento do circuito a fazer a diferença: «Concordo que tinha um conhecimento diferente da pista, sobretudo com vento, mas não sei até que ponto isso é vantagem, porque tivemos muito tempo para os treinos e a moto é muito diferente da das Superbikes. O Franco (Morbidelli) e outros também já correram aqui, todos testaram no Autódromo Internacional do Algarve em Outubro», notou.

O “Falcão” de Almada frisou ainda que «terminar o campeonato com duas vitórias é bom». «O Pol (Espargaró) conseguiu mais pódios em corridas difíceis, em que terminei perto, mas não o suficiente para estar no pódio. Faz-me pensar que talvez pudéssemos ter feito um pouco melhor», disse.

“SONHAMOS COM ESTE TIPO DE CORRIDAS”

«Sonhamos com este tipo de corridas. É incrível, não tenho palavras para o descrever. Deixo a minha gratidão a toda a gente que nos viu em casa e que puderam estar aqui. Obrigado também à minha equipa. É um grande dia, dedico-o também à Tech3 e à KTM», referiu o piloto almadense. O piloto português quis expressar a sua “gratidão aos fãs em casa, à equipa Tech3”, da qual se despede, seguindo na próxima época para a formação oficial da KTM.

«É o adeus, mas foi um grande dia. É extra especial, porque a minha família não teve oportunidade de ver ao vivo a minha primeira vitória e estão todos aqui. É muito bom acabar a época em alta», concluiu Miguel Oliveira, que hoje deixou o australiano Jack Miller (Ducati) na segunda posição, a 3,193 segundos, e o italiano Franco Morbidelli (Yamaha) em terceiro, a 3,298 segundos, somando a segunda vitória da temporada.

Com estes resultados, Miguel Oliveira subiu à nona posição de um campeonato ganho pelo espanhol Joan Mir (Suzuki), que hoje desistiu com problemas mecânicos na sua mota, sagrando-se campeão com apenas uma vitória esta época, enquanto a Ducati venceu o campeonato de construtores.

“CAMPEONATO DEVERIA

TERMINAR NO AIA TODOS OS ANOS”

Já o segundo classificado na prova portuguesa, o australiano Jack Miller (Ducati), deu os parabéns ao piloto português, que correu de «forma incrível». «Correr em casa é assim, é normal».

«Ter algum conhecimento do traçado ajuda um pouco, mas outros já tinham corrido aqui», sublinhou Jack Miller, acrescentando, no entanto, que o campeonato «deveria terminar no Autódromo Internacional do Algarve todos os anos»,

O piloto australiano quem em tom de brincadeira, referiu que «houve corrupção, até o tipo que me deu o troféu tinha uma camisola do Miguel».

No bom humor e bem característico do piloto australiano, que teve a ver com as vantagens apresentadas por Miguel Oliveira por correr em “casa”, lançando a “bomba” que proporcionou gargalhadas entre todos os que estavam na conferência de imprensa, o italiano Franco Morbidelli (Yamaha), terceiro classificado no Grande Prémio português, destacou o trabalho realizado por Miguel Oliveira ao longo do fim-de-semana: «Fez um trabalho incrível. Afinou bem a moto. Foi o melhor piloto este fim-de-semana. O facto de ele conhecer a pista não contou muito», sublinhou.

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