Miguel Oliveira com “ritmo forte” para a corrida

O piloto português Miguel Oliveira (KTM) admitiu, após ter conquistado a “pole position” para o Grande Prémio MEO de Portugal de MotoGP, em Portimão, que se sente «forte» e com «ritmo promissor» para a corrida.

(auto.look2010@gmail.com)

«Sinto-me forte. O meu ritmo é promissor para amanhã (domingo). Tivemos quatro compostos para testar ao mesmo tempo que tínhamos de acertar a afinação da moto. Vou para a corrida sem saber o que vai acontecer com os pneus após 15 voltas, mas estou relaxado», disse o piloto português, em conferência de imprensa.

Esta foi a quinta “pole position” da carreira de Miguel Oliveira no Mundial de velocidade, primeira em MotoGP, depois de já ter conquistado duas em Moto3 (nos Países Baixos, em 2013, e na Argentina, em 2015) e outras duas em Moto2 (na Argentina, em 2017, e em Aragão, no mesmo ano).

O almadense explicou que o vento jogou a seu «favor» na Qualificação para o Grande Prémio MEO de Portugal de MotoGP, e para o qual garantiu a “pole position”: «Foi uma boa volta. Sabia que tínhamos capacidade de ainda tirar algumas décimas ao [tempo do] treino desta manhã», começou por explicar o piloto da Tech3.

Miguel Oliveira sublinhou que conseguir a “pole position” «não foi fácil, porque o vento não ajudava em algumas curvas». «Mas, como é vento português, jogou a meu favor e consegui esta primeira “pole” em Portugal, que tem um significado especial», sublinhou o piloto de Almada.

Miguel Oliveira acrescentou que «o trabalho ainda não está feito» e que será preciso conclui-lo «amanhã (domingo) e fechar com chave de ouro» este GP de Portugal, frisando que está «a desfrutar de cada volta e isso foi decisivo» para o resultado deste sábado.

«O sentimento é especial por fazer uma “pole” em Portugal, sobretudo porque não há muito a acontecer em termos desportivos e as pessoas estão desejosas de emoções. É muito bom», destacou o piloto da equipa Tech3, que vai trocar no final da época pela formação oficial da KTM.

Miguel Oliveira considera, por isso, que «deixar a equipa é uma pena», pois desenvolveu «uma boa relação nos últimos dois anos, mas é a vida». «Quero evoluir ainda mais e a equipa oficial pode dar-me as ferramentas para isso. Numa equipa de fábrica há mais pessoas envolvidas. Mas é mais duro trabalhar na equipa de fábrica. Aqui temos de nos preocupar apenas em encontrar a nossa afinação. Mas, às vezes, falham-nos pequenos detalhes que podem fazer a diferença na corrida», explicou o piloto português.

Apesar de concentrar toda a atenção por estes dias, Miguel Oliveira garante que não sente «mais pressão» por correr em casa: «Não sinto que haja pressão extra. Para mim, é um privilégio correr aqui, quero divertir-me. Correr em Portugal é especial para mim. Nunca corremos aqui. Depois de 15 voltas, não sei o que vai acontecer com os pneus. Temos de estar optimistas e confiantes mas não demasiado», sublinhou.

Em jeito de balanço da temporada, o piloto de Almada admitiu ainda ter ficado surpreendido «com a vitória» conseguida no GP da Estíria, na Áustria: «Nesta época, gostava de ter sido mais constante. Falhei o “top 10” por três vezes, com duas quedas. Podia ter feito melhor. No geral, a época foi “ok”. Vou para a próxima época mais forte e com mais experiência para lutar de forma mais consistente por posições dentro do “top 5”», garantiu.

Miguel Oliveira já correu por diversas vezes em Portimão, mas nota que a pista vai evoluindo «a cada ano». «O novo alcatrão ajudou, porque tinha algumas lombas e é bom pilotar nesta nova superfície. Passar de uma Superbike para uma MotoGP muda completamente a forma como se trava, como se anda em cima da mota, é completamente diferente», explicou o piloto de 25 anos, que pensou que seria «mais difícil de perceber (o segundo sector da pista) porque tem mais curvas cegas».

«É a zona mais difícil do circuito. Depois de se apanhar o jeito, é sempre a melhorar. Vi todos a adaptarem-se bem à pista. Com os melhores pilotos do mundo, aprende-se um circuito em 10 voltas», notou. No entanto, foi notória a vontade de alguns pilotos seguirem a roda do português, que se cotou como um dos mais rápidos nas várias sessões do dia, terminando com o recorde do circuito na qualificação, um aspecto que acabou desvalorizado por Miguel Oliveira.

«Não vejo nada de extraordinário nisso. Vejo como uma situação normal. Estávamos mais focados em nós do que seguir toda a gente», completou. Sentado ao seu lado, o australiano Jack Miller (Ducati), terceiro mais rápido na qualificação, admitiu ter sido um dos pilotos a seguir a roda do português.

«Eu segui-o na Q2 simplesmente porque foi o tipo que vi. Aqui, com alguém a marcar o ritmo, é mais fácil andar depressa, porque é um circuito com muitas curvas cegas», explicou. O australiano alertou para o facto de o traçado algarvio ter «várias curvas que, para serem bem-feitas», obrigam os pilotos «a deixar a porta aberta, o que pode proporcionar algumas ultrapassagens. Vamos tentar que não aconteça como na Áustria, em que o Miguel (Oliveira) foi mais inteligente do que todos nós, passou-nos no final e ganhou», frisou.

Já o italiano Franco Morbidelli (Yamaha), que partirá da segunda posição, enalteceu o momento de forma do piloto português: «Está com um ritmo muito forte e este circuito não tem muitos pontos de ultrapassagem. Vamos ver como corre», concluiu.

O GP de Portugal de MotoGP é a 14.ª e última corrida do Mundial de MotoGP.

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