Miguel Oliveira a horas da estreia da equipa oficial

Piloto português tem a ambição de se intrometer na luta pelo título de MotoGP, no campeonato do mundo de motociclismo de velocidade de 2021, que arranca no fim-de-semana, no Qatar.

(auto.look2010@gmail.com)

Promovido à formação oficial da KTM, o piloto natural de Almada cumpre a terceira temporada na categoria rainha do motociclismo de velocidade, depois de já ter sido vice-campeão de Moto3 (2015) e de Moto2 (2017), somando um total de 14 vitórias nas três categorias (seis em Moto3, seis em Moto2 e duas em MotoGP, ambas conseguidas no ano passado).

Em 2020, o piloto português deu a primeira vitória à equipa privada Tech3, presente há mais de duas décadas no campeonato do mundo, ao conquistar o Grande Prémio da Estíria, na Áustria.

Miguel Oliveira encerrou a temporada com nova vitória, no regresso do Grande Prémio de Portugal, oito anos depois e pela primeira vez em Portimão, naquele que seria o segundo triunfo de uma temporada encurtada a 14 corridas devido à pandemia da Covid-19.

Se em 2020 a KTM ainda beneficiava das vantagens de ser uma equipa em ascensão, os bons resultados conseguidos pelo piloto luso, aliados à vitória conquistada pelo sul-africano Brad Binder na República Checa, fizeram a equipa austríaca perder a possibilidade de usar dois motores extra ao longo da temporada, bem como ter mais alguns dias de testes do que as restantes equipas oficiais.

Na pré-temporada, que foi composta por duas baterias de um total de cinco dias de testes no circuito de Losail, no Qatar, que acolhe as duas primeiras corridas de 2021, a primeira no domingo, o piloto português experimentou evoluções no motor, no quadro e no braço oscilante da KTM oficial.

Se a pista árabe, com a sua longa recta da meta (a maior do mundial, com 1.068 metros de comprimento) não favorece a marca austríaca, o Autódromo Internacional do Algarve (AIA), em Portimão, já mostrou em 2020 que se adequa como uma luva tanto à mota como ao piloto, pois foi ali que Miguel Oliveira mais dominou, conseguindo a “pole position” e vencendo a corrida após liderar da primeira à última volta.

Em 2021, Miguel Oliveira assumiu querer terminar a temporada «a lutar» pelo título. Até porque o nono lugar conseguido em 2020 acabou por ser “curto” devido a duas quedas sofridas após toques de adversários e que “roubaram” pontos ao português. O segundo lugar acabou por ficar à distância de apenas 23 pontos (cada vitória vale 25).

Em 2021, haverá ainda a estreia de André Pires no campeonato de MotoE, para motos eléctricas, que acompanha as MotoGP em seis dos fins-de-semana, começando a 19 de Julho, em Jerez de la Frontera, em Espanha. O piloto português, natural de Vila Pouca de Aguiar, alinha pela equipa espanhola Avintia.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *