Miguel Cristóvão bicampeão Ultimate Cup Series

Português é bicampeão da Ultimate Cup Series, depois de uma corrida com contrariedades, mas cujo resultado foi o suficiente para que o piloto conquistasse mais um título, o terceiro em três anos consecutivos.

(auto.look2010@gmail.com)

Miguel Cristóvão e os seus colegas de equipa arrancaram da “pole position” e, para assegurarem o ceptro deste ano, tinha apenas de terminar em quarto, mas o piloto de Lisboa estava determinado em assinar mais uma excelente prestação no “seu circuito”.

O piloto lisboeta realizou um arranque fulminante, mantendo comando e passando a imprimir um ritmo impressionante que ninguém conseguia acompanhar, chegando a ter mais de quarenta segundos de vantagem para o seu perseguidor mais próximo, o seu rival na luta pelo título, o que diz bem do andamento que o português evidenciava.

No entanto, tudo começou a correr mal quando um piloto se despistou na Curva 1, depois de bater no rail interior da recta da meta. O “safety car” entrou em pista e a confusão instalou-se. A dada altura, todo o pelotão, que estava disperso no circuito, foi ordenado a passar pela via das boxes.

No entanto, com a informação a ficar disponível bastante tarde e com Miguel Cristóvão afastado da cauda do pelotão devido a uma paragem nas boxes, o português não teve como seguir para o “pit lane”, passando pela recta da meta.

Apesar da situação anormal, mais tarde, o Ligier JS P320 número 88 seria penalizado com um Stop & Go de 10 minutos, o que acabou com qualquer possibilidade do português e os seus colegas de equipa poderem vencer as 3 Horas de Estoril.

Restava conquistar o título e, para isso, Miguel Cristóvão, Julien Wagg e Mathis Poulet tinha de terminar na quarta posição da sua classe. O trio da Team Virage não virou a cara à luta e manteve-se em pista apesar das sete voltas de atraso, recuperando duas para terminar em terceiro lugar e, assim, conquistar o ceptro deste ano da Ultimate Cup Series.

«Tínhamos um andamento muito forte e penso que, em circunstâncias normais, venceríamos. No entanto, fomos alvo de uma penalização inaudita e anormal… Dez minutos parados nas boxes é uma enormidade. Não tive como entrar nas boxes, dado que não seguia no pelotão e quando a informação me foi disponibilizada, já não podia seguir para o “pit-lane”. Penso que foi injusta e despropositada, mas lidámos bem com a situação e, muito embora, não tenhamos vencido, conquistámos o nosso maior objectivo: o título», afirmou Miguel Cristóvão

Depois de uma longa temporada em que a equipa do carro 88 dominou completamente, o piloto português, apesar da desilusão de não ter vencido a corrida, estava feliz por ter alcançado o seu terceiro título em três anos.

«Fomos a equipa mais forte ao longo da época e este ceptro é a justificação do excelente trabalho que todos fizemos. Penso que foi com naturalidade que voltámos ao título e hoje deveríamos ter vencido novamente a corrida. É fantástico poder estar a celebrar o meu terceiro título em três anos – em 2019 foi campeão das GT4 South European Series –, e agora vamos trabalhar para termos um bom projecto em 2022. Mas para já é tempo de celebrar», concluiu Miguel Cristóvão.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *