Miguel Barbosa viveu dia “infernal” no Dakar

Mais do que o tempo perdido no prólogo ontem disputado, o facto de ser forçado a partir de uma das últimas posições está a obrigar Miguel Barbosa, oito vezes campeão de Portugal de Todo-o-terreno, a uma experiência inédita e absolutamente “infernal”.

(auto.look2010@gmail.com)

Partindo atrás de 218 carros e camiões, para além de todas as motos e quads, o piloto do BP Ultimate Vodafone Team encontrou a pista totalmente destruída e zonas onde era absolutamente impossível ultrapassar.

«O melhor desta etapa foi que a concluímos, não tivemos problemas e não nos enterramos nenhuma vez. Tirando isso encontrámos uma pista totalmente destruída. Nas zonas mais complicadas os concorrentes que se aglomeravam impediam-nos de tentar qualquer tipo de ultrapassagem e não nos restava outra solução senão esperar que eles conseguissem sair dali» sublinhou o piloto apoiado pelo Automóvel Club de Portugal (ACP).

«Infelizmente, no passado dia 31, perdemos o nosso estatuto de prioritário FIA que nos teria permitido partir de uma posição mais condizente com o nosso andamento. Agora vamos ter de ir tentando melhorar etapa após etapa a nossa posição até conseguirmos entrar efetivamente na corrida», explica Miguel Barbosa.

«Foi muito duro de tal modo que fizemos a última hora e meia de dunas já de noite. Amanhã será seguramente melhor», referiu o piloto do BP Ultimate Vodafone Team que disputa o Dakar os comandos de uma Toyota Hilux T1 e inserido na estrutura a Overdrive.

Amanhã deveria ser realizada a primeira parte de uma etapa maratona. Devido ao mau tempo e às chuvas que deixaram o local previsto para receber a caravana desta 44.ª edição do Rali Dakar sem condições, o bivouac foi alterado de Al Artawiyah para Al Qaisumah e a etapa passou a incluir a normal assistência. Os concorrentes vão ter pela frente o percurso cronometrado de 339 Km que estava previsto para esta 2.ª etapa.

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