Miguel Barbosa no enredado “comboio dos lentos”

Piloto do BP Ultimate Vodafone Team, navegado por Pedro Velosa, com dificuldade em progredir na classificação geral da 44.ª edição do Rali Dakar de Todo-o-Terreno.

(auto.look2010@gmail.com)

Depois de um primeiro dia a viver a experiência “infernal” de partir da cauda do pelotão, Miguel Barbosa voltou a ter mais um dia angustiante. Rápido e ágil a atravessar as dunas, com Pedro Velosa a navegá-lo com mestria vê, todavia, o seu andamento trancado por concorrentes bastante lentos e que obrigaram a inúmeras paragens.

«Arrancámos novamente de trás e, arrancar de trás, é sempre muito complicado, muito confuso. A etapa desta segunda-feira tinha pistas rápidas e muitas dunas. Estamos a dar-nos bem nas dunas, mas, infelizmente não estamos a conseguir recuperar de forma significativa», refere Miguel Barbosa.

Sobre o objectivo delineado para esta terça-feira, o piloto lisboeta acrescenta que «o Pedro fez uma boa navegação, mas não foi a etapa que nós queríamos». «Esperemos que seja melhor a etapa desta terça-feira. Vamos tentar inverter um pouco a ordem de partida porque estamos sempre a ser penalizados por isso. Como também já não estamos na lista de pilotos prioritários não somos puxados para a frente, tal como eles pilotos prioritários o são, o que nos complica muito a vida».

Esta terça-feira, a comitiva terá de enfrentar a terceira especial desta edição do Rali Dakar 2022 em torno de Al Qaysumah. Serão 255 km em contrarrelógio e 381 de ligação. A primeira parte da especial incluirá muita areia, enquanto a segunda parte, mais rápida, parece mais fácil do ponto de vista técnico. As intermináveis interseções podem fazer com que os pilotos cometam erros e percam com isso muito tempo fazendo inversões de marcha e tentando encontrar o seu rumo. É fundamental gerir de forma adequada os pneus para terminar a etapa sem surpresas desagradáveis.

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