Miguel Barbosa esforça-se por chegar mais à frente

Piloto do BP Ultimate Vodafone Team tem estado adoentado. E como um mal nunca vem só, as dificuldades acentuam-se o que torna todos os seus esforços mais difíceis e penosos.

(auto.look2010@gmail.com)

Apesar do bom desempenho na navegação e na travessia das dunas, Miguel Barbosa, navegado por Pedro Velosa, está com sérias dificuldades em sair da zona desconfortável do pelotão do Dakar onde a dupla e a sua Toyota Overdrive caíram, na sequência de um problema mecânico ocorrido no prólogo.

«Continuamos a partir de trás. Tenho estado doente nos dois últimos dias, com dores de cabeça e dores no corpo. Não tem sido fácil manter sempre a toada, mas também não sei se seria muito melhor se assim não fosse, porque não tem sido nada fácil. O andamento está muito forte e estamos um pouco verdes em algumas coisas», referiu o piloto do BP Ultimate Vodafone Team.

«A navegação com o Pedro (Velosa) tem corrido muito bem. Não atascámos nenhuma vez. Nas dunas também temos estado bem, mas estamos sempre a perder tempo. Nestes dois dias creio que foram dois os fatores que contribuíram para essa situação: a ordem de partida, lá para trás, é um inferno, e o facto de me ter sentido debilitado. Não estou a 100%. A estratégia vai ter de ser ir andando, e ir vendo o que se consegue fazer e o que acontece. Creio que também estamos a pagar a factura de não termos treinado», explica já no bivouac, Miguel Barbosa.

Esta quarta-feira disputa-se a quarta etapa do Rali Dakar 2022, a mais longa desta prova que, num total de 707 km, conduzirá a comitiva ao longo de 465 km cronometrados de Al Qaisumah, a sul, rumo à capital Riyadh. Esta especial terá de tudo: uma seção de pistas rápidas de quase 200 km, uma parte central com cadeias de dunas de tamanhos variados e um final rochoso, em que os pilotos terão de cruzar um “wadi” após o outro. Esta será uma das etapas de maior resistência da primeira semana.

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