Mick Schumacher: famoso apelido na Fórmula 1

O piloto alemão, filho do sete vezes campeão do mundo Michael Schumacher, vai iniciar a disciplina rainha do automobilismo aos comandos do monolugar da Haas.

(auto.look2010@gmail.com)

O nome famoso de Mick Schumacher pode ter ajudado a acelerar pelos escalões mais baixos do desporto motorizado, mas também lhe colocará mais pressão quando ele fizer a sua estreia na Fórmula 1 no próximo domingo. Mick, filho do sete vezes campeão mundial Michael, vai conduzir na equipa norte-americana Haas no Grande Prémio do Bahrein, prova que abre a época.

Schumacher, de 22 anos, conquistou a sua oportunidade depois de vencer o campeonato europeu de Fórmula 3 em 2018 e o título de Fórmula 2 em 2020. O seu famoso nome ajudou a Haas a encontrar patrocínios, mas o jovem alemão parece ter os planos de carreira a longo prazo bem definidos.

Mick faz parte da academia da Ferrari, onde o seu pai venceu cinco dos sete títulos mundiais conquistados. Haas e Ferrari dividem entre si o salário de Mick Schumacher e, se ele mostrar o que vale, parece destinado a correr no famoso carro vermelho da companhia de Maranello.

«O nome Schumacher é uma marca, mas é uma marca ligada ao primeiro nome Michael», explicou à Agence France-Presse (AFP) Herve Bodinier, profissional do marketing desportivo e especialista em Fórmula 1, acrescentando que «a Ferrari e os outros não são patronos, Mick terá de escrever a sua própria história».

Um “denso nevoeiro” rodeia o estado de saúde de Michael Schumacher. O ex-piloto de 52 anos não é visto em público desde que um acidente de esqui, nos Alpes Franceses em 2013, no qual Mick estava presente, deixou a lenda da Fórmula 1 com lesões cerebrais graves.

Agora, 15 anos depois da última corrida do pai pela Ferrari, Mick traz de volta um dos mais famosos nomes do desporto motorizado à Fórmula 1. O “hype” tem vindo a crescer nas últimas semanas. De acordo com um inquérito, 35 por cento dos subscritores da Sky Alemanha afirmam que vão ver mais Fórmula 1 se Mick Schumacher estiver ao volante. O canal alemão baseou toda a campanha publicitária de pré-época à volta do piloto alemão, que fez 22 anos na passada segunda-feira.

PASSOS DE FAMÍLIA…

«A sua chegada é um “boost” para a Fórmula 1, o seu nome atrai muitas atenções e todo o desporto beneficia disso», admitiu Stefano Domenicali, o chefe da Fórmula 1, próximo da família Schumacher. Contudo, Schumacher já foi avisado que o seu apelido traz pressão extra.

«Não é fácil ser “o filho de”», disse o campeão mundial Nico Rosberg, que venceu o título de F1 34 anos depois do seu pai Keke Rosberg, à Sport1. Ao início «a atenção dos media nele será maior que em Lewis Hamilton (campeão mundial)».

Desde as suas primeiras voltas em karting, a imprensa sempre teve interesse em Schumacher. Subiu ao longo da Fórmula 3 e Fórmula 2, protegido por uma equipa que tornou “taboo” perguntar sobre a saúde do pai.

«Ele foi criado numa concha, tem uma boa família e tornou a sua história dramática em força», disse Bodinier: «Dêem-lhe tempo».

Ser um Schumacher ajudou. O seu nome «abriu-lhe portas com certeza», disse Ross Brawn, director da Fórmula 1 e amigo próximo da família Schumacher, «mas também lhe coloca muita pressão, sem dúvidas».

Pelo lado negativo, a atenção extra tem o potencial de tirar o espaço e tempo necessários para Schumacher se desenvolver no topo: «Ele mereceu esta promoção. Atingiu o nível de um piloto da Fórmula 1 através da sua própria força, não pelo seu nome. Agora temos de lhe dar espaço para crescer, para aprender… e para seguiu numa curva de progressão normal», concluiu Domenicali.

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