Mercedes em busca da desforra no GP Hungria

O GP da Hungria encerra a primeira metade da temporada de 2019 e os pilotos perfilam-se para mais uma jornada calorosa. A marca alemã quere “reaver” o domínio num traçado de ultrapassagens difíceis e a luta pela “pole” pode ser determinante.

PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)

Batida de forma clara em Hockenheim, o que sucedeu pela primeira vez esta temporada, a Mercedes chega ao Hungaroring, situado nos arredores de Budapeste, a capital magiar, desejosa da recuperar o domínio perdido, num traçado que parece favorável aos “flechas de prata”.

O facto da maior parte das curvas do traçado húngaro ser lenta joga a favor da marca de Estugarda, mas as elevadas temperaturas previstas para o fim-de-semana podem contrariar esse favoritismo, uma vez que os W10 não costumam dar-se bem com o calor.

Em contrapartida, a Ferrari, cujos SF90 sentem dificuldades onde não podem explorar a sua superior velocidade de ponta face à concorrência, pode beneficiar do calor para equilibrar as contas e alcançar a primeira vitória do ano, depois de no traçado alemão ter demonstrado que as evoluções introduzidas resultaram, sendo os imponderáveis do desporto automóvel a condicionarem o resultado final, tendo ficado patente que, se a corrida tivesse tido mais algumas voltas, o alemão Sebastian Vettel podia ter chegado ao lugar mais alto do pódio.

Disposto a tirar “as castanhas do lume” está o holandês Max Verstappen (Red Bull/Honda), vencedor de duas (Áustria e Alemanha) das três últimas corridas (Áustria, Inglaterra e Alemanha), que é o único piloto a conseguir intrometer-se na superioridade dos “Mercedes boys”, que triunfaram nas restantes nove (Lewis Hamilton, sete vezes e Valtteri Bottas duas).

Para isso, o holandês conta com a evolução dos motores Honda e tem a esperança que a imprevisibilidade vivida, domingo passado, na Alemanha, com destaque para os erros estratégicos da Mercedes, possa ajudá-lo a chegar pelo menos ao pódio.

Num traçado onde as ultrapassagens não são fáceis, a luta pela “pole position” pode ser determinante, pois por norma quem sai na frente tem tudo a seu favor para assegurar a vitória.

Na luta no segundo pelotão, o terceiro lugar do russo Daniil Kvyat (Toro Rosso/Honda) na Alemanha veio confirmar a evolução dos motores japoneses e aumentar a quantidade dos candidatos ao lugar de “melhores dos outros”, que é ocupado pelo espanhol Carlos Sainz (McLaren/Renault), que tem dominado de forma clara os pilotos da equipa oficial da marca francesa.

 

CLASSIFICAÇÕES DOS “MUNDIAIS”

PILOTOS – 1.º Lewis Hamilton, 225 pontos; 2.º Valtteri Bottas, 189; 3.º Max Verstappen, 162; 4.º Sebastian Vettel, 134; 5.º Charles Leclerc, 120; 6.º Carlos Sainz, 56; 7.º Pierre Gasly, 52; 8.º Kimi Raikkonen, 31; 9.º Daniil Kvyat, 26; 10.º Lando Norris, 24; 11.º Kevin Magnussen, 18; 12.º Lance Stroll, 16; 13.º Alexander Albon, 15; 14.º Nico Hulkenberg, 15; 15.º Daniel Ricciardo, 14; 16.º Sergio Perez, 13; 17.º Romain Grosjean, 8; 18.º Antonio Giovinazzi, 1; 19.º Robert Kubica, 1.

CONSTRUTORES – 1.º Mercedes AMG Petronas Motorsport, 414 pontos; 2.º Scuderia Ferrari, 254; 3.º Aston Martin Red Bull Racing, 216; 4.º McLaren F1 Team, 80; 5.º Red Bull Toro Rosso Honda, 41; 6.º Alfa Romeo Racing, 32; 7.º SportPesa Racing Point F1 Team, 29; 8.º Renault F1 Team, 29; 9.º Rich Energy Haas F1 Team, 16; 10.º ROKiT Williams Racing, 1

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