McLaren ensombrada à beira da falência

Tudo parecia muito bem encaminhado para um ano de sucesso para a McLaren, mas a pandemia da Covid-19, atirou a casa de Woking para uma situação desesperada.

(auto.look2010@gmil.com)

A realidade é muito simples: ou a McLaren encontra dinheiro fresco através de empréstimos ou de aumento de capital via investidores, ou abre falência. Em Maio, a McLaren anunciou que iria cortar 25% dos postos de trabalho e alienar parte do capital da equipa de Fórmula 1.

Passado um mês, a McLaren está numa situação ainda mais complicada e numa iniciativa de pura sobrevivência, processou alguns dos seus credores, tentando ganhar tempo para encontrar o dinheiro que pode fazer a diferença entre a sobrevivência e a falência.

Segundo a revista económica Forbes, a McLaren paga aos seus fornecedores a 60 dias depois do final do mês em que submetem a factura. Como a McLaren só vendeu 307 carros no primeiro trimestre de 2020, bem menos que os 903 comercializados em igual período de 2019, o prejuízo antes de impostos subiu para mais de 170 milhões de euros e os prazos de pagamento não estão a ser cumpridos.

O desespero levou a empresa a tentar junto dos accionistas da McLaren a libertação dos bens que fazem parte da divisão de imobiliário e dos carros históricos da casa de Woking, para os vender ou alugar a museus.

Algo que não seria novo, pois as instalações fabulosas da McLaren e a colecção de carros da empresa foi dada como garantia pelos empréstimos contraídos em 2017 para comprar as acções de Ron Dennis. Ora, perante a recusa destes em libertar os bens daquelas divisões, levou a McLaren a interpor processos a esses accionistas e credores.

A McLaren, no processo instaurado em Londres, diz que as propriedades e a colecção de carros históricos, representam, apenas um quarto de todos os bens da empresa e que as vendas de propriedades e de veículos serviram para o Grupo McLaren ter acesso à liquidez necessária para manter a actividade em 2021, evitando, assim, o colapso da tesouraria e da empresa. O julgamento começa dia 2 de Julho, podendo decidir-se, aí, o futuro da McLaren.

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