Max Verstappen em busca da vingança em Imola

O Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Imola, marcado pelas mortes de Ayrton Senna e Roland Ratzenberger, recebe a segunda prova do “Mundial” de Fórmula 1 que, dentro de 15 dias “aterra” em Portimão.

PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)

Vencedor do Bahrain o inglês Lewis Hamilton (Mercedes) chega a Imola no comando do campeonato mas, pelo que se viu na prova inaugural, as hipóteses do holandês Max Verstappen (Red Bull/Honda) entrar na discussão das vitórias e na luta pelo título parecem bem mais reais do que no ano passado.

A Mercedes reagiu pior às alterações regulamentares e a Honda melhorou de forma significativa a eficácia da sua unidade motriz, dando ao piloto argumentos para contrariar a superioridade que o campeão do mundo tem exibido ao longo dos últimos anos.

Batido no Bahrain, Max Verstappen chega a Imola desejoso de “vingar” a derrota e a sua ameaça é reconhecida pela Mercedes que poderá, a exemplo que tantas vezes tem sucedido, encontrar uma estratégia que a leva à vitória, como sucedeu na primeira corrida da época.

Se não houver surpresas a discussão da vitória será entre os dois, com o finlandês Valtteri Bottas (Mercedes) a procurar aproveitar os “estragos” que o duelo anglo-holandês possa provocar, pois está mais que provado que, em condições normais, não tem capacidade para interferir nesse duelo.

Intensa promete ser, como tantas vezes tem sucedido, a luta pela posição de “melhor dos outros” que envolve McLaren/Mercedes, Ferrari e Aston Martin/Mercedes, com a primeira a ter levado vantagem na corrida inaugural, onde o inglês Lando Norris (McLaren/Mercedes) foi quarto, à frente do mexicano Sérgio Perez (Red Bull/Honda), autor de uma notável recuperação, desde o último lugar, por o motor ter deixado de funcionar na volta de lançamento, até ao quinto, mas que em condições normais teria terminado em quarto numa confirmação que Mercedes e Red Bull continuam um passo à frente da concorrência.

Do Bahrain vieram duas dúvidas para esclarecer: o que pode fazer o alemão Sebastian Vettel (Aston Martin/Mercedes) e qual a reacção da Alpine aos maus resultados da primeira corrida.

O ano passado, Sebastian Vettel foi uma sombra do campeão do mundo que já foi e esperava-se que a mudança para a Aston Martin o fizesse voltar aos “bons velhos tempos”, mas não foi isso que sucedeu.

Ao ficar de fora na Q1 e ao ser dominado pelo canadiano Lance Stroll, ficou patente que muito terá de mudar em Imola sob pena que poder ficar comprometida a sua continuidade na disciplina, algo que já o ano passado foi posto em causa, depois da discreta temporada efectuada.

Quanto à Alpine, o facto do espanhol Fernando Alonso ter chegado a rodar no lote dos 10 primeiros e de ter sido forçado a abandonar por um papel ter tapado a entrada de ar dos travões, ficou a sensação que a Renault tem, ainda, muito trabalho a fazer na sua unidade motriz para a aproximar da concorrência, com a corrida italiana a poder demonstrar se esse trabalho foi feito nos 15 dias que intervalaram as duas corridas.

CLASSIFICAÇÕES DOS “MUNDIAIS”

PILOTOS – 1.º, Lewis Hamilton, 25 pontos; 2.º, Max Verstappen, 18; 3.º, Valtteri Bottas, 16; 4.º, Lando Norris, 12; 5.º Sérgio Perez, 10; 6.º, Charles Leclerc, 8; 7.º, Daniel Ricciardo, 6; 8.º, Carlos Sainz, 4; 9.º Yuki Tsunoda, 2; 10.º, Lance Stroll, 1.

CONSTRUTORES – 1.º, Mercedes-AMG Petronas F1 Team, 41 pontos; 2.º, Red Bull Racing Honda, 28; 3.º, McLaren F1 Team, 18; 4.º, Scuderia Ferrari Mission Winnow, 12; 5.º, Scuderia Alpha Tauri Honda, 2; 6.º, Aston Martin Cognizant F1 Team, 1.

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