Max Verstapenn em França busca a “vingança”

Com problemas que prejudicaram o início da temporada de 2022 da Fórmula 1, a Mercedes conseguiu bons resultados nos últimos compromissos, deixando bons indícios para o Grande Prémio de França.

PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)

O traçado francês de Paul Ricard abre a segunda metade da temporada de Fórmula 1, com o neerlandês Max Verstappen (Red Bull/Honda) a entrar em acção com 38 pontos de avanço sobre o monegasco Charles Leclerc (Ferrari), o único que, em condições normais, o pode impedir de revalidar o ceptro, e desejoso de “vingar” a derrota sofrida “em casa”.

Vencedores de nove das 11 corridas efectuadas, o mexicano Sergio Perez (Red Bull/Honda), no Mónaco, e o espanhol Carlos Sainz (Ferrari), em Inglaterra, seus companheiros de equipa, foram os únicos que ousaram contestar a sua superioridade, mas tudo aponta para que, uma vez mais, sejam o neerlandês e o monegasco os protagonistas.

A dúvida reside em saber se a Ferrari conseguiu resolver os problemas de fiabilidade que a têm penalizado e que quase impediram o triunfo de Charles Leclerc, no Red Bull Ring, a casa do adversário. Mattia Binotto, patrão da marca de Maranello, confessou não ter visto as derradeiras voltas por recear que o monegasco fosse forçado a abandonar, como tinha sucedido algumas voltas antes ao espanhol, quando estava a caminho de deixar Max Verstappen para trás e garantir o 1 – 2 dos carros vermelhos.

Curiosidade em ver qual a continuidade da evolução da Mercedes que viu os seus pilotos ocuparem o derradeiro lugar do pódio nas últimas quatro corridas, embora as esperanças da equipa de Barckley estejam depositadas no Grande Prémio da Bélgica, no último fim-de-semana de Agosto, depois da pausa para férias, altura em que a nova regulamentação técnica, criada, pela entidade federativa, para acabar com a oscilação vertical dos carros, entra em vigor.

É que os “flechas de prata” têm sido os mais penalizados pelo fenómeno, extensivo às restantes equipas, como os próprios pilotos fizeram questão de referir, mas estão convictos que, com a nova regulamentação, o problema vai ser reduzido e sua competitividade aumentar.

Na luta no segundo pelotão, o inglês Lando Norris (McLaren/Mercedes), o francês Esteban Ocon (Alpine/Renault), o finlandês Valtteri Bottas (Alfa Romeo/Ferrari) e o espanhol Fernando Alonso (Alpine/Renault) várias vezes traído pela mecânica, que o impediu de alcançar melhores resultados, vão estar em plano de evidência e à espreita dos problemas do sexteto dianteiro.

Curiosidade ao redor daquilo que o alemão Mick Schumacher (Haas/Ferrari) poderá fazer, depois de ter terminado nos pontos, pela primeira vez, nas duas últimas corridas.

CLASSIFICAÇÕES DOS CAMPEONATOS

PILOTOS – 1.º, Max Verstappen, 208 pontos; 2.º, Charles Leclerc, 170; 3.º, Sergio Perez, 151; 4.º, Carlos Sainz, 133; 5.º, George Russell, 128; 6.º, Lewis Hamilton, 109; 7.º, Lando Norris, 64; 8.º, Esteban Ocon, 52; 9.º, Valtteri Bottas, 46; 10.º, Fernando Alonso, 29; 11.º, Kevin Magnussen, 22; 12.º, Daniel Riccardo, 17; 13.º, Pierre Gasly, 16; 14.º, Sebastian Vettel, 15; 15.º, Mick Schumacher, 12; 16.º, Yuki Tsunoda, 11; 17.º, Guaynu Zhou, 5; 18.º, Alexander Albon, 3; 19.º, Lance Stroll, 3.

CONSTRUTORES – 1.º, Oracle Red Bull Racing, 359 pontos; 2.º, Scuderia Ferrari, 303; 3.º, Mercedes-AMG Petronas F1 Team, 237; 4.º, McLaren F1 Team, 81; 5.º, BWT Alpine F1 Team 81; 6.º, Alfa Romeo F1 Team Orlen, 51; 7.º, Haas F1 Team, 34; 8.º, Scuderia AlphaTauri, 27; 9.º, Aston Martin, 18; 10.º, Williams Racing, 3.

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