Márquez regressa com “borboletas no estômago”

O piloto espanhol Marc Márquez (Honda), que regressa à competição este fim-de-semana no Grande Prémio de Portugal de MotoGP após nove meses lesionado, admitiu hoje que está a sentir “borboletas no estômago” devido ao nervosismo com uma lição: «Temos muitas corridas pela frente e um único corpo».

(auto.look2010@gmail.com)

«Ainda sinto as borboletas no estômago, o que não é normal. A reabilitação tem dois lados. O físico – e nesse aspecto sinto-me pronto –, e o mental, que se faz passo a passo», disse o piloto da Honda, na conferência de antevisão da 16.ª edição da prova portuguesa, que se disputa entre esta sexta-feira e domingo, no Autódromo Internacional do Algarve.

Marc Márquez lembrou que nos últimos nove meses andou «três vezes de moto, a última há um mês», precisamente no Autódromo Internacional do Algarve (AIA), com uma moto de série, pelo que esta prova será «uma incógnita». «Não sei como vai reagir o meu braço e o meu corpo. Gostava de me sentir mais preparado e amanhã (sexta-feira) ter um teste privado, mas não temos essa possibilidade. É tempo de andar de moto. Tomámos a decisão em conjunto com os médicos, e por unanimidade. Não tenho qualquer objectivo de resultado este fim-de-semana, só quero pilotar. Teremos tempo de colocar pressão. Agora, é tempo de apenas pilotar», sublinhou.

Marc Márquez admitiu, ainda, ter aprendido «uma lição» com a lesão e a recaída sofrida quando regressou ao activo apenas dois dias após ter sido submetido à primeira de três operações à fractura no úmero do braço direito.

«O que aprendi é que temos muitas corridas pela frente e um único corpo. Cometi um erro e reconheço isso», sublinhou Marc Márquez. Tendo acompanhado a época anterior pela televisão, «sentado no sofá», o espanhol, campeão mundial de MotoGP em 2013, 2014, 2016, 2017, 2018 e 2019, de Moto 2 em 2012 e de 125cc em 2010, tem dificuldade em apontar um favorito à vitória.

«Não posso escolher um favorito. Em MotoGP, há 10 pilotos que podem vencer. Estão aqui cinco que podem vencer no domingo. Não aposto em ninguém porque o risco de errar é grande», frisou.

O catalão, de 28 anos, admitiu, ainda, ter passado por maus momentos durante o processo de recuperação, sobretudo «em Outubro e Novembro», numa altura em que «não conseguia sequer pegar num copo de água». «Quando me diziam que podia não recuperar, acreditava, pois não podia pegar sequer num copo de água», referiu. Sobre o traçado português, onde treinou há cerca de um mês, diz que «é muito técnico e difícil».

«É difícil encontrar o limite, com curvas cegas. Com a moto de série custou encontrar os pontos de referência. Será mais uma situação à qual tenho de me adaptar. Mas é um circuito muito bonito», concluiu Marc Márquez. A 16.ª edição do Grande Prémio 888 de Portugal decorre entre esta sexta-feira e domingo, no Autódromo Internacional do Algarve.

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