Mário Patrão foi quarto da “Original by Motul”

Piloto de Seia ascendeu ao sexto lugar da classificação geral da classe destinada aos participantes que têm de efectuar toda a assistência às máquinas por si só, não contanto por isso, com qualquer ajuda externa.

(auto.look2010@gmail.com)

Pesem embora as dores que continua a sentir na sequência da queda sofrida na etapa de ontem do Rali Dakar, Mário Patrão, actual campeão Nacional de Rally Raid, conseguiu averbar esta segunda-feira o quarto melhor tempo na exigente classe Original by Motul.

Com este resultado alcançado numa das etapas mais longas desta edição – já que aos 395 km cronometrados juntou mais 435km de ligação – o piloto apoiado pelo Crédito Agrícola ascendeu ao sexto lugar da geral desta categoria destinada aos pilotos que têm de efectuar toda a assistência às máquinas por si só, não contanto por isso, com qualquer ajuda externa.

«A etapa de hoje tinha pistas bastante rápidas e muito variadas. Menos pedras que no dia anterior. O dia foi pautado por estradões e mais de 90 km de dunas. No total foram 800 km muito rápidos. Iniciamos a tirada de noite e, até amanhecer, propicia perigos escondidos, que é preciso contornar. Senti-me confortável, apesar de ter a mão maltratada da queda de ontem, mas faz parte do Dakar, a superação da dor e no cansaço», sustentou Mário Patrão.

«É por isso que esta prova é considerada a prova mais dura. Tens que te levar a um limite que muitas vezes nem tu conheces. A moto ficou impecável e as ferramentas Bahco foram imprescindíveis para solucionar os problemas em pouco tempo», acrescentou à chegada ao bivouac o piloto apoiado pela Lusíadas Saúde.

Amanhã, o piloto que também conta com o patrocínio da Motul, vai disputar a nona etapa, uma jornada de 287 km cronometrados, em forma de “loop”, com início e fim em Wadi Ad-Dawasir. A jornada começará mais tarde do que o normal para manter em prova os pilotos que chegaram mais tarde no dia de hoje.

A esta altura do rali, a resistência dos concorrentes e das suas máquinas serão um factor decisivo. A presença de montanhas, seguidas de trilhas que serpenteiam pelos desfiladeiros exigirá uma abordagem diferente. Apesar de haver menos areia, esta etapa ainda será difícil, até pela navegação.

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