Marcelo ouviu empresários do Turismo no Centro

O Presidente da República ficou a par das preocupações dos empresários, num encontro que teve lugar no Grande Hotel de Luso por iniciativa do Turismo Centro de Portugal e da Confederação do Turismo de Portugal.

(auto.look2010@gmail.com)

Marcelo Rebelo de Sousa realizou esta sexta-feira um encontro com empresários e agentes do sector do Turismo da zona Centro, para ouvir as suas preocupações perante a situação grave que esta actividade atravessa. À chegada ao encontro que teve lugar no Grande Hotel de Luso, o Presidente da República reconheceu que os empresários do sector do turismo na região vivem uma situação muito difícil.

«Nesta região Centro houve uma recuperação pequena, mas apesar de tudo sensível, durante o verão, porque houve muito turismo nacional. Mas essa recuperação não compensou os meses anteriores e não está a compensar o que aconteceu no último mês e meio», sublinhou o Presidente da República aos jornalistas.

Para o Chefe de Estado, «é uma situação grave para a hotelaria e para a restauração. O alastramento no número de municípios com casos de maior risco repercute-se no turismo, na restauração, com quebra de receitas».

«Vou ouvir os empresários e serei porta-voz junto do Governo e de outras autoridades daquilo que pode ser feito em termos de apoios e aquilo que pode ser pensado em termos de moratórias», acrescentou o Presidente da República. Antes de entrar para o encontro, Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal, justificou a importância do evento.

«O Presidente da República tem sido um participante activo nos problemas que afectam o Centro de Portugal. Perante esta pandemia, queremos transmitir-lhe três grandes preocupações. A primeira é que Portugal, para ser um país mais equilibrado e mais justo, deve ser visto como um todo. No Verão, regiões como o Centro de Portugal souberam readaptar-se a este tempo de pandemia e conseguiram resultados positivos, que permitem um novo olhar sobre os territórios do interior e da baixa densidade», frisou Pedro Machado.

«Em segundo lugar», continuou o presidente do Turismo Centro de Portugal, «queremos transmitir que neste tempo de emergência muitas empresas não conseguiram pagar salários em Outubro e receiam não poder manter-se nos próximos meses. Para os restaurantes, por exemplo, os novos horários são dramáticos».

«Finalmente, queremos partilhar palavras de esperança, salientando que na Turismo Centro de Portugal estamos a procurar reinventarmo-nos e a estruturar novos produtos turísticos, com os nossos empresários. Produtos em que o impacto é menor, nomeadamente o turismo médico, o turismo activo e o turismo da natureza. São estas posições que querermos partilhar com o Presidente da República e, naturalmente, esperar que, como tem sido sempre o seu apanágio, continue a ser uma voz nacional na defesa de todos», sublinhou Pedro Machado.

João Dinis, administrador do Grande Hotel de Luso, adiantou também que os empresários iriam aproveitar o momento para «transmitir a preocupação que os encerramentos afectam muito a restauração, a hotelaria e o turismo em geral». «Todos os ganhos que tivemos no verão estão a esfumar-se. São necessários apoios para manter os postos de trabalho. Muitas unidades estão com enormes dificuldades», disse.

Refira-se que o Turismo Centro de Portugal é a entidade que estrutura e promove o turismo na região Centro do país. Esta é a maior e mais diversificada área turística nacional, abrangendo 100 municípios, e tem registado um intenso crescimento da procura interna e externa. É a região a escolher para quem pretende experiências diversificadas, pois concilia locais Património da Humanidade com a melhor costa de surf da Europa, termas e spas idílicos, locais de culto de importância mundial e as mais belas aldeias.

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