Mal-estar acentua-se no Mototurismo do Centro

A maior porção de sócios do Mototurismo do Centro está a mobilizar-se para, no próximo domingo, às 17h00, em frente às instalações da sede, na Praça da Canção, em Coimbra, efectuar um plenário tendo em vista a devolução do clube aos associados sócios, por forma a garantir a continuidade de um clube com História desde 1987!

CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt)

O verniz estalou no Mototurismo do Centro, instalado na Praça da Canção, margem esquerda do rio Mondego, em Coimbra. A música não constitui arte, mas criá-la e expressá-la sim. Este clube conimbricense das duas rodas também não constitui arte, mas criá-lo e expressá-lo sim. Foi o que sucedeu em 1987, mas que, presentemente, parece que nada funciona, até porque, em 23 de Outubro de 2020 e após reunião dos órgãos sociais do clube, foi decidido que todos os órgãos sociais se demitissem.

Este cenário foi provocado pela então Direcção, presidida por Ricardo Figueiredo durante apenas três meses, uma vez que foi exigido por Roberto Barbeiro, ex-presidente da Assembleia-Geral, que o órgão se demitisse.

«A partir deste ultimato e concretizada a satisfação do também antigo presidente do Mototurismo do Centro, os órgãos sociais legitimamente eleitos em lista única, demitiram-se e toda a actividade do clube ficou suspensa. Atendendo que todos os órgãos sociais do Mototurismo do Centro estavam demissionários, a 15 de Novembro houve lugar a uma Assembleia-Geral para aprovação de contas do exercício da Direcção demissionária, exercício de 19 de Junho de 2020 a 15 de Novembro de 2020. As referidas contas acabaram por ser chumbadas com 12 votos a favor e 13 votos contra», revela Ricardo Figueiredo.

Perante este panorama de vazio no Mototurismo do Centro, em que os órgãos sociais do clube estiveram sujeitos a votação aprovados em lista única, conforme estipulam os estatutos e regulamento do clube, encetou-se posteriormente um conjunto de iniciativas de grande preocupação.

«O objectivo passava pela realização de eleições e, em finais de Abril e princípio de Maio, foi manifestada essa conduta, mas sem resultados práticos, um vez que Roberto Barbeiro, que tem como única competência a marcação de eleições, na qualidade de presidente da Assembleia Geral, recusou fazê-lo», sublinhou o presidente da Direcção do Mototurismo do Centro demissionário.

Refira-se que a Mesa da Assembleia Geral – demissionária desde Outubro –, após a apresentação de relatório do Conselho Fiscal – também demissionário – deliberadamente fabricado, conforme relatório da ex-direcção, deliberou por unanimidade a nomeação dos sócios Hélder Santos, Miguel Leitão e Vítor Matos como comissão administrativa. Trata-se de funções previstas em Regulamento até à realização de eleições para os órgãos sociais do clube, cabendo ao ex-presidente da Mesa da Assembleia Geral agendar o referido acto eleitoral para os órgãos sociais do Mototurismo do Centro, independentemente de estar demissionário.

«A 4 de Maio de 2021, foi enviado um requerimento ao ex-presidente da Assembleia-Geral para que promovesse as referidas eleições, de acordo com o previsto no regulamento. Infelizmente, a resposta foi através de redes sociais e, por isso, não oficial. Já em Junho do corrente mês, um grupo de 31 a 32 associados voltaram a requerer a realização de eleições e, até ao momento, não obtiveram qualquer resposta», sustenta Ricardo Figueiredo.

Face a tão maligno silêncio de quem está instruído para marcar eleições ou prestar informações aos sócios colocar tudo em “águas de bacalhau”, até porque o Mototurismo do Centro está muito próximo do rio Mondego, o grupo de 21 ou 32 associados decidiu convocar para domingo, as 17h00, junto à sede social, um plenário por forma a garantir a continuidade do clube.

«Este grupo de sócios tem apenas como objectivo diligenciar actividades em prol do desenvolvimento mototurístico regional, nacional e internacional, conforme os pilares fundadores do Mototurismo do Centro, bem como dar voz aos associados que são o maior património activo do clube. Os sócios têm de ser respeitados, porque são eles os detentores da marca que, através das suas quotas, asseguram o futuro dos clubes», acrescentou o dirigente demissionário.

Para Ricardo Figueiredo «é legítimo que este grupo alargado de sócios, através deste plenário marcado para domingo à tarde, junto às instalações do Mototurismo do Centro, nomeie uma comissão administrativa capaz de assegurar as boas práticas de gestão estatutária e regulamentar do clube, respeitando o superior interesse dos associados».

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