MAI “trava” Baja TT do Pinhal pela… televisão

Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, proibiu a realização da prova da Escuderia Castelo Branco na sequência do prolongamento da situação de alerta, face aos riscos de incêndio até ao dia 13 de Setembro, transmitindo essa posição pela imprensa sem nunca o ter feito à estrutura organizativa…

CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt)

A Escuderia Castelo Branco emitiu um comunicado a dar conta da forma abrupta como ficou a saber da proibição da Baja TT do Pinhal, numa altura em que as equipas já se encontravam a efectuar as verificações técnicas e documentais. A surpresa ganhou ainda contornos cruéis, porque a comunicação chegou a Castelo Branco pela via televisiva, com Eduardo Cabrita a afirmar que a proibição da prova a realizar na região da Beira Baixa tinha sido anunciada à organização, o que, segundo a estrutura organizativa, não corresponde à verdade. Perante este cenário, a Escuderia emitiu um comunicado – que pode ser lida na íntegra – a dar conta de todos os pormenores até à “travagem” repentina do ministro da Administração Interna.

«Face a todas estas situações, e porque estavam reunidas as condições, e com a anuência de todas as entidades e autoridades competentes envolvidas, iniciámos a competição, com a entrega de materiais e documentos aos participantes, após o que fomos surpreendidos com uma reportagem televisiva, na qual, o ministro da Administração Interna, na sequência do prolongamento da situação de alerta, face aos riscos de incêndio, até ao dia 13 de Setembro, se dirige à comunicação Social e expressamente refere a proibição «de prova de automobilismo na região de Castelo Branco, e que foi já transmitido aos organizadores», o que não corresponde à verdade.

A competição que a Escuderia Castelo Branco tinha agendado para este fim-de-semana (12 e 13 de Setembro), integrada no Campeonato do Mundo e da Europa de Bajas, da Federação Internacional de Motociclismo e da Federação Internacional de Motociclismo Europa, e nos Campeonatos Nacionais de Todo-o-Terreno, da Federação Motociclismo de Portugal e da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, foi adiada.

Após vários meses de trabalho realizado por uma extensa equipa, na preparação e na montagem da “Baja TT do Pinhal 2020”, com a indispensável colaboração das Câmaras Municipais da Sertã, de Proença-a-Nova e de Vila Velha de Ródão, do Destacamento Territorial da GNR de Castelo Branco, do Comando Distrital de Operações de Socorro de Castelo Branco, dos Corpos de Bombeiros da Sertã, de Proença-a-Nova e de Vila Velha de Ródão, autoridades de saúde, sem as quais não seria possível a sua realização, tudo estava pronto, já com a presença das cerca de 160 equipas participantes.

Previamente havíamos dado conhecimento a todas as entidades envolvidas dos percursos que iríamos percorrer. Perante a situação de alerta, face aos riscos de incêndio, não obtivemos qualquer objecção por parte de nenhuma das Câmaras Municipais envolvidas na realização da prova, porque não estavam em espaços florestais definidos em qualquer dos planos municipais dos concelhos em causa.

Tínhamos todas as autorizações emitidas pelas autoridades competentes, com especial destaque para o “Plano de Operações Distrital – Operação Baja TT do Pinhal 2020”, emitido pelo Comando Distrital de Operações de Socorro de Castelo Branco, aprovado e homologado pelo comandante Operacional Nacional de Emergência e Protecção Civil, que nos foi entregue no dia 11 de Setembro.

Face a todas estas situações, e porque estavam reunidas as condições, e com a anuência de todas as entidades e autoridades competentes envolvidas, iniciámos a competição, com a entrega de materiais e documentos aos participantes, após o que fomos surpreendidos com uma reportagem televisiva, na qual, o ministro da Administração Interna, na sequência do prolongamento da situação de alerta, face aos riscos de incêndio, até ao dia 13 de Setembro, se dirige à comunicação Social e expressamente refere a proibição «de prova de automobilismo na região de Castelo Branco, e que foi já transmitido aos organizadores», o que não corresponde à verdade.

Acatámos tal proibição neste contexto informal, por não querer por em causa as várias entidades envolvidas e aguardámos que a mesma nos fosse notificada. Nesta nossa decisão tivemos a solidariedade das entidades envolvidas e supra identificadas. Lamentavelmente, e mais de 24 horas depois, não chegou à Escuderia Castelo Branco, qualquer comunicação ou notificação sobre a proibição da prova.

Resta-nos agradecer aos concorrentes, aos amigos do desporto motorizado, e às populações envolvidas, que fizeram questão de nos expressar o seu apoio e solidariedade. Pela nossa parte, não compreendemos como se proíbe a realização de uma competição, numa intervenção para a Comunicação Social.

Face a tudo isto, com o transtorno que esta situação determinou para nós, enquanto organizador, e para as entidades e participantes envolvidos, alguns vindos de várias partes do mundo, tudo faremos para minimizar esta lamentável situação, estando a desenvolver o trabalho necessário e iremos realizar a competição no próximo fim-de-semana, dias 19 e 20 de Setembro, esperando de todos a melhor compreensão, que desde já agradecemos».

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