Lukyanuk e Moura lutam pelo triunfo no Azores Rallye

O russo Alexey Lukyanuk (Citroën C3 R5) alargou hoje a liderança no Azores Rallye, terminando o segundo dia de prova com 40,1 segundos sobre o açoriano Ricardo Moura (Skoda Fabia R5).

(auto.look2010@gmail.com)

Alexey Lukyanuk, campeão europeu em título e vencedor da prova insular em 2018, começou o dia com uma vantagem de apenas 3,1 segundos, mas a vitória na primeira especial começou a dar-lhe algum conforto, que se estendeu ao longo da jornada, terminando com 1h24m12s.

«Estamos a desfrutar da nossa condução e hoje correu bastante bem», comentou o piloto russo à chegada ao parque fechado. Já Ricardo Moura continua a ser o melhor português e agora está no segundo lugar, tendo destronado o francês Pierre Loubet (Skoda Fabia R5), que caiu para quarto.

«Não tive grandes problemas no dia de hoje e estou satisfeito com o ritmo que conseguimos imprimir», explicou o piloto açoriano. Dia mais atribulado teve Bernardo Sousa (Citroën C3 R5), que envolveu «três furos e um capotanço», valendo-lhe o 11.º lugar no final do dia, já a 3m22,1s do líder.

Luís Rego (Skoda Fabia R5), no sétimo lugar, a 2m07,7s de Alexey Lukyanuk, é o segundo melhor português, à frente de Bruno Magalhães (Hyundai i20 R5), que sentiu problemas com a escolha de pneus e chegou a estar na décima posição. Ao longo da tarde, contudo, conseguiu voltar a recuperar até ao oitavo posto.

«Vamos continuar a tentar, mas a diferença já é muito grande», disse o antigo campeão nacional, que está a 2m27,5s do comandante, mas a distanciar-se de Ricardo Teodósio (Skoda Fabia R5). A diferença entre o piloto da Hyundai e o algarvio do Skoda é agora de 17,2 segundos.

Menos sorte teve Miguel Barbosa, com uma passagem muito curta no Azores Rallye, sendo forçado a desistir após um incidente no troço inicial: «Estou naturalmente bastante desolado. Tínhamos preparado muito bem este rali e sentia-me muito motivado e confiante de poder discutir as primeiras posições apesar de ter a desvantagem de um menor conhecimento dos troços face aos nossos adversários directos. Infelizmente não foi possível mostrar os nossos argumentos devido a um toque ao quilómetro 8 do SS1 que danificou o radiador e impediu-nos de prosseguir», explicou Miguel Barbosa o piloto inscrito pelo BP Ultimate Vodafone Skoda Team que, aos comandos do Skoda Fabia R5, era acompanhado por Jorge Carvalho (Jet).

Também o piloto famalicense Pedro Almeida, navegado pelo tio Nuno Almeida, teve um ligeiro toque nas Sete Cidades (5.ª especial) que o obrigou a desistir. Já no último quilómetro da especial de classificação o

Skoda Fabia acabou fora de estrada, com danos que impediram a equipa de continuar em prova.

«Foi uma pena porque estávamos a andar num excelente ritmo, muito confiantes e a posição que tínhamos na estrada, ao contrário do primeiro dia, já nos permitia encontrar os pisos melhores. Infelizmente acabamos por ter um ligeiro toque numa zona muito rápida e acabamos fora de estrada, sem qualquer hipótese de fazer o carro voltar à classificativa», disse o jovem piloto.

A equipa procura recuperar o Skoda Fabia R5 para voltar para a última etapa do Azores Rallye em Super Rali: «Não há muito a ganhar mas queremos voltar à estrada para continuar o processo evolutivo, brindar o público dos Açores e divertirmo-nos na classificativa», asseverou Pedro Almeida.

O Azores Rallye é a primeira prova do ERC, o Campeonato Europeu de Ralis, e segundo pontuável para o Campeonato de Portugal de Ralis, e termina este sábado, com a disputa das últimas cinco classificativas, num total de 108 quilómetros cronometrados.

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