Luís Portela Morais está confiante para o Dakar

Piloto português já está na cidade de Jeddah, na Arábia Saudita, para alinhar na 44.ª edição do Rally Dakar. Um regresso à prova de todo-o-terreno mais dura do mundo que se saúda. Desta vez alinha na disciplina de SSV, fazendo equipa com David Megre.

CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt)

Está tudo a postos para mais uma edição da mítica prova do Dakar, com pilotos e máquinas entregues à imensidão de areia e deserto da Arábia Saudita. Luís Portela Morais é um dos protagonistas na prova francesa Amaury Sport Organisation (ASO), onde vai competir na disciplina de SSV.

O piloto português volta a sentir a adrenalina da competição com a viatura que se estreou, de forma brilhante, com um pódio na etapa final da Taça do Mundo de 2018 disputada em Marrocos. Para mais esta odisseia Luís Portela Morais terá o experiente piloto de motos David Megre na qualidade de navegador.

Em 2017, Luís Portela Morais fez a sua estreia no Dakar poucos meses depois de se ter sagrado campeão nacional de rugby pelo Grupo Desportivo de Direito, pela sexta vez. Tratou-se da 38.ª edição da prova que ocorreu, pela nona vez consecutiva, na América do Sul, em território do Paraguai, Argentina e Bolívia.

Cinco anos volvidos, o piloto/advogado está desafiado a impor a sua lei e enfrentar, destemidamente, as armadilhas da mítica prova. No entanto, Luís Portela Morais não esconde que o seu maior pavor é a Covid-19: «Mais do que afectar a performance, pode muito bem ter consequências para a nossa participação», resumiu em poucas palavras mas elucidativas.

A poucos dias do arranque da 44.ª edição do Rally Dakar nas magníficas paisagens da Arábia Saudita, onde areia e calor serão novamente o adversário dos pilotos, o piloto/advogado quer escrever direito por linhas tortas na prova de todo-o-terreno mais dura do mundo, a realizar de 1 a 14 de Janeiro.

Para isso, Luís Portela Morais não descurou a preparação, referindo que a principal evolução «foi a passagem das motos para a categoria dos SSV», sublinhando, ainda, que «desde 2018 tenho vindo a participar em diversas corridas do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno, com um andamento bastante consistente, incluindo a estreia no Rally de Marrocos, em que conseguimos um pódio numa corrida pontuável para o Campeonato do Mundo».

O facto de ser a primeira vez que compete na Arábia Saudita, o piloto de Lisboa, no entanto, tem «boas expectativas» para cruzar as especiais desenhadas naquele país com uma imensidão de areia e deserto que abrange a maior parte da Península Arábica, com litorais no Mar Vermelho e no Golfo Pérsico (Árabe): «Esperamos estar à altura de superar as dificuldades. Foi com essa legítima intensão que treinámos durante o ano inteiro», acrescentou.

Refira-se que ainda não tinha nascido e já Luís Portela Morais tinha experimentado os balanços do todo-o-terreno na barriga da mãe. Aos sete anos começou a correr de moto a par de uma carreira notável no Rugby. Aos 19 anos alcançou a sua primeira vitória na famosa Baja Portalegre 500.

A ligação de Luís Portela Morais com o desporto motorizado começou muito cedo. Lá em casa todos estão ligados à modalidade, tanto no contexto das duas rodas, como nas quatro. Todos, sem excepção, fizeram corridas.

«A minha mãe foi campeã nacional em jipes, o meu pai fez os primeiros Baja de Portalegre», afirmou Luís Portela Morais, referindo ainda que a sua irmã Mariana «foi cinco vezes campeã nacional em motos e, o meu irmão Miguel, além de ser um excelente jogador de rugby, também fez grandes resultados na Baja de Portalegre».

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