Lucros da PSA subiram 40,4% para 3.295 ME

Os lucros do grupo PSA, liderado pelo português Carlos Tavares, aumentaram 40,4% em 2018, para 3.295 milhões de euros, beneficiando de uma subida de 6,8% nas vendas de veículos.

(auto.look2010@gmail.com)

Carlos Tavares

Em comunicado, o grupo revelou que o volume de negócios cresceu em 18,9%, face a 2017, atingindo os 74 mil milhões de euros. O resultado operacional corrente do grupo «alcançou 5.689 milhões de euros, num crescimento de 43%», de acordo com a mesma nota.

A PSA atingiu um nível de rentabilidade «na ordem dos 8,4%», que «foi alcançado apesar do impacto negativo das taxas de câmbio e do aumento do custo das matérias-primas, graças a um ‘mix’ de produto e às condições de preço favoráveis, bem como ao contínuo foco na redução dos custos», revelou o grupo.

Paralelamente, o resultado financeiro foi de 446 milhões de euros negativos, contra 238 milhões de euros negativos em 2017. A empresa revelou ainda que o resultado operacional corrente do Banque PSA Finance foi de 939 milhões de euros, representando um crescimento de 48,6%.

Já o resultado operacional corrente da Faurecia, no qual o grupo detém uma participação que ronda os 46%, alcançou 1.263 milhões de euros, representando um crescimento de 9,3%.

Carlos Tavares

Citado no mesmo comunicado, Carlos Tavares, presidente do Conselho de Administração da empresa, referiu que «a divisão Peugeot/Citroën/DS alcançou progressos significativos pelo quinto ano consecutivo e completou a primeira fase do plano estratégico “Push to Pass”».

Este plano inclui o objectivo do grupo de «aumentar as suas vendas fora da Europa em 50% até 2021 e posicionar as suas marcas em novos mercados: a Peugeot na América do Norte, a Citroën na Índia e a Opel na Rússia, reforçando, em simultâneo, a presença internacional da DS», segundo outro comunicado divulgado.

A empresa prevê «116 lançamentos até 2021», estratégia que inclui «novos conceitos, reduzindo a idade média da gama para 3,5 anos», revelou a PSA. Além disso, a empresa está a apostar na «electrificação das gamas de veículos para 50% da oferta, estabelecendo uma meta de 100% em 2025», de acordo com a mesma nota.

As estimativas da multinacional apontam ainda para que, este ano, «exista um mercado automóvel estável na Europa», para uma redução «de 1% na América Latina e de 3% na China, e um crescimento de 5% na Rússia».

O grupo vai propor, aos accionistas, um dividendo de 0,78 euros por acção.

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