Lewis Hamilton: “Não há garantias para continuar”

Piloto britânico choca mundo da Fórmula 1 com a sua confissão, numa altura em que contribuiu para a “dobradinha” que valeu o sétimo título consecutivo à marca germânica da Mercedes, mais um do que a italiana Ferrari conseguiu no início dos anos 2000, com o alemão Michael Schumacher.

(auto.look2010@gmail.com)

O britânico Lewis Hamilton ficou hoje a 19 pontos do sétimo título mundial de Fórmula 1, depois de vencer o Grande Prémio da Emília Romagna, em Ímola (Itália), assegurando o sétimo título consecutivo de Construtores para a Mercedes.

No final da prova, o campeão em título disse que «não há garantias» de que continue na Fórmula 1 no próximo ano, numa altura em que negoceia a renovação de contrato com a Mercedes.

«Gostaria de estar cá no próximo ano, mas não há garantia de que isso aconteça», frisou o britânico, que confessou, ainda, haver «muitas coisas» que o seduzem na vida fora das corridas, pelo que «só o tempo dirá» qual será o seu futuro. Para já, ficou com 282 pontos, mais 85 do que Valtteri Bottas, que é segundo. Na Turquia, basta a Lewis Hamilton terminar numa das duas primeiras posições para igualar Michael Schumacher, independentemente do que faça o finlandês.

No Grande Prémio da Emília Romagna, Lewis Hamilton concluiu as 63 voltas ao traçado Enzo e Dino Ferrari em 1h28m32,430s, deixando o finlandês Valtteri Bottas, seu companheiro de equipa, segundo, a 5,783 segundos. O australiano Daniel Ricciardo (Renault) foi terceiro, a 14,320 segundos do vencedor.

A “dobradinha” valeu o sétimo título consecutivo à marca germânica, mais um do que a Ferrari conseguiu no início dos anos 2000, com o alemão Michael Schumacher. Dentro de duas semanas, Hamilton pode igualar outro recorde do alemão, caso termine numa das duas primeiras posições do Grande Prémio da Turquia.

O triunfo de hoje parecia improvável, quando, na primeira volta, Lewis Hamilton se deixou ultrapassar pelo holandês Max Verstappen (Red Bull) na chicane Tamburello, no mesmo local onde, em 1994, o brasileiro Ayrton Senna sofreu o despiste que lhe causou a morte.

Com Vltteri Bottas a escapar-se na liderança e Max Verstappen em segundo no primeiro terço da corrida, parecia que o recorde de vitórias do britânico seria interrompido. Mas a estratégia de paragens nas boxes favoreceu Lewis Hamilton. Max Verstappen foi o primeiro dos da frente a parar, para trocar de pneus macios para duros. Valtteri Bottas parou pela volta 20 e manteve a liderança, enquanto o campeão mundial aguentou até à volta 30 em pista, aproveitando o caminho livre para recuperar terreno com voltas rápidas.

A estrelinha de campeão de Lewis Hamilton brilhou quando, na volta 30, a avaria no Renault do francês Esteban Ocon levou a direcção de corrida a decretar o “safety car” virtual. Isso permitiu a Lewis Hamilton ir às boxes trocar de pneus sem perder muito tempo para a concorrência, saindo das boxes na liderança e com quatro segundos de vantagem.

Valtteri Bottas debatia-se com problemas no fundo plano do seu carro e, após duas incursões pela gravilha, perdeu mesmo o segundo posto para Max Verstappen. No entanto, o holandês viria a abandonar na volta 51 devido a despiste provocado por um furo no pneu traseiro direito.

Entre os Construtores, a Mercedes, com 479 pontos (mais 253 do que a Red Bull), assegurou o sétimo título consecutivo. Com este sétimo título, a marca germânica empatou com a Lotus (venceu em 1963, 1965, 1968, 1970, 1972, 1973 e 1978). McLaren (8) e Williams (9) estão logo a seguir, antes da Ferrari, que soma 16 títulos.

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