Lewis Hamilton na galeria dos imortais da F1

Piloto britânico conquistou na Fórmula 1 Heineken Grande Prémio de Portugal o 92.º triunfo da sua carreira, um recorde na história da modalidade.

(auto.look2010@gmail.com) – Fotos: PAULO MARIA / DPPI

Lewis Hamilton garantiu hoje, definitivamente, um lugar entre os imortais da Fórmula 1 com a conquista do 92.º triunfo da sua carreira, um recorde na história da modalidade. O piloto britânico superou a lenda do alemão Michael Schumacher, que já tinha igualado há duas semanas, deixado Portugal no livro de registos da história da modalidade.

O piloto de Stevenage, cidade inglesa onde nasceu a 7 de Janeiro de 1985, 29 dias antes de Cristiano Ronaldo, teve como grande inspiração o desejo de nunca mais voltar ao lugar da infância. Nono campeão mundial de Fórmula 1 do “reino de sua majestade” – o 10.º foi Jenson Button, em 2009 –, Lewis Hamilton começou cedo a interessar-se pelos automóveis e, como muitos pilotos, iniciou-se nos karts, com apenas oito anos, em 1993.

Em 1995, apenas dois anos depois, já era campeão britânico e, por essa altura, cruzou-se com Ron Dennis, o patrão da McLaren, ao qual disse, aproveitando um pedido de autógrafo, que, «um dia», queria conduzir os seus carros. Ao lado do “rabisco”, Ron Dennis escreveu: «Telefona-me dentro de nove anos. Veremos algo então». Não seria preciso esperar tanto.

O talento de Lewis Hamilton continuou a revelar-se a toda a velocidade, tanto que, com 12 anos, uma casa de apostas “oferecia” já “odds” de 40/1 para a sua primeira vitória na Fórmula 1 antes dos 23 e de 150/1 para o seu primeiro título até aos 25.

A conversa telefónica com Ron Dennis aconteceu em 1998, seis anos antes do “previsto”, e foi o “patrão” da McLaren a ligar ao jovem piloto, que somava vitórias atrás de vitórias, para o contratar para o programa juvenil da McLaren-Mercedes.

Lewis Hamilton chegou em 2002 à Fórmula Renault, campeonato que ganhou em 2003, para rumar, em 2004, à Fórmula 3 Euroseries. Também ganhou no segundo ano. Seguiu-se a GP2 Series e, desta vez, o triunfo aconteceu logo na estreia, em 2006.

O que há muito parecia inevitável, o seu ingresso na Fórmula 1 aconteceu em 2007, para fazer equipa na McLaren com o então bicampeão em título, o espanhol Fernando Alonso. O impacto de Lewis Hamilton foi imediato e foi por muito pouco que não se sagrou campeão mundial na estreia, culpa de um problema mecânico na última corrida, para a qual partiu na liderança – perdeu por um ponto, para o finlandês Kimi Räikkönen.

Ainda assim, continua a ser hoje o piloto que mais pontos somou em época de estreia (109) e o que mais vitórias alcançou (quatro), recorde que partilha com o canadiano Jacques Villeneuve, sendo ainda o mais jovem líder do Mundial, com 22 anos e 126 dias. Aos 35 anos, o estatuto de melhor piloto de sempre está cada vez mais perto.

«Quando eu tinha seis ou sete anos, o meu pai disse-me, “nunca desistas”, e isso transformou-se numa espécie de lema de família», disse Lewis Hamilton, em 2019. Hoje, o abraço sentido ao progenitor, logo depois de cortar a meta em Portimão, foi o agradecimento devido.

Aos 35 anos, é já o recordista de pódios (162), de “pole positions” (97) e de vitórias (92), estando a um título de igualar o recorde de Michael Schumacher (7), que pode acontecer dentro de mês e meio. E, tal como revelou em Portimão, a renovação de contrato com a Mercedes está praticamente fechada.

LISTA DE MAIORES VENCEDORES DA FÓRMULA 1

1º. Lewis Hamilton (Inglês)                         92

2º. Michael Schumacher (Alemão)          91

3º. Sebastian Vettel (Alemão)                  53

4º. Alain Prost (Francês)                              51

5º. Ayrton Senna (Brasileiro)                     41

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