Lewis Hamilton: “Mas que merda é esta?”

A reacção do seis vezes campeão do mundo de Fórmula 1 quando ex-líder da modalidade disse que “negros são mais racistas que brancos”. Declarações de Bernie Ecclestone enfureceram Lewis Hamilton.

(auto.look2010@gmail.com)

Bernie Ecclestone

Bernie Ecclestone veio colocar mais “lenha na fogueira” na questão do racismo, muito falado por estes dias, após a morte do afro-americano George Floyd às mãos da polícia dos EUA, situação que gerou protestos um pouco por todo o mundo. Ora numa entrevista à CNN, Bernie Ecclestone, antigo patrão da Fórmula 1, disse que «em muitos casos os negros são mais racistas que os brancos».

Uma declaração que não caiu muito bem em Lewis Hamilton, seis vezes campeão Mundial de F1: «Nem sei nem por onde começar. Mas que merda é esta? É tão triste e decepcionante ler comentários destes. O Bernie está fora do desporto e é de outra geração, mas são comentários errados, ignorantes e sem educação que nos mostram o quanto ainda precisamos evoluir enquanto sociedade para que possa haver igualdade. Agora faz todo o sentido que nada tenha sido feito para tornar o desporto mais diverso ou para lidar com o abuso racial que sofri ao longo da minha carreira», escreveu o piloto britânico na sua conta no Instagram.

Lewis Hamilton

Lewis Hamilton lembrou um episódio em que fãs de um piloto rival pintaram a cara de negro e envergaram t-shirts que diziam “Família Hamilton” numa corrida para sublinhar que agora percebe porque é que nunca foi protegido pelos líderes da Fórmula 1.

«Se alguém que comandou o nosso desporto durante décadas tem tamanha falta de empatia pelos problemas fundamentais com que nós, pessoas negras, temos de lidar todos os dias, como podemos esperar que todos os que trabalham para ele compreendam? Começa no topo», lembrou Lewis Hamilton.

O britânico tem sido uma das principais vozes na luta contra racismo nos últimos dias, particularmente após a morte de George Floyd. O actul campeão mundial de Fórmula 1 sublinhou que chegou a hora da mudança.

«Mas agora chegou o momento da mudança. Continuarei a usar a minha voz para representar aqueles que não possuem voz e para falar por aqueles que não são representados, criando oportunidades no nosso desporto», acrescentou.

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