José Pedro Fontes abençoado em Terras d’Aboboreira

Piloto do Porto, navegado por Inês Ponte, estreou-se a vencer esta temporada e logrou o triunfo pela segunda vez consecutiva no rali do Clube Automóvel de Amarante, com a dupla algarvia Ricardo Teodósio e José Teixeira a sair do Marão na condição de líder do campeonato.

CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt) Fotos: JORGE CUNHA / AIFA E OFICIAIS

Quem porfia sempre alcança e José Pedro Fontes, que faz equipa com Inês Ponte, conduziu com arte e engenho o Citroën C3 R5 ao triunfo no Rali d’Aboboreira, sétima prova pontuável para o Campeonato de Portugal de Ralis, disputada nos territórios de Amarante, Baião e Marco de Canavezes, na região do Marão.

Tratou-se de uma estratégia basilar que a equipa delineou para este segundo dia de rali, sendo que o resultado final reflecte também a boa “forma” do Citroën C3 R5, que cumpriu toda a prova sem o mínimo problema. Com algum calor, ainda que este segundo dia se tenha revelado mais ameno do que ontem, a prova nortenha, que pelo segundo ano integra o Campeonato de Portugal de Ralis, teve como único percalço digno de registo a anulação do troço de Marão, devido ao elevado risco de incêndio.

De facto, o piloto portuense partiu para o dia de hoje com 1,6 segundos de desvantagem para Bruno Magalhães e Hugo Magalhães (Hyundai i20 R5), mas assumiu o comando na quinta das nove especiais disputadas, para não mais o largar, vencendo seis troços.

José Pedro Fontes terminou a prova do Clube Automóvel de Amarante com o tempo total de 49m19,1s, com 14,9 segundos de vantagem para Bruno Magalhães, que ascendeu, assim, à segunda posição do campeonato, a cinco pontos de Ricardo Teodósio.

O piloto algarvio, que faz equipa com José Teixeira, conduziu o Skoda Fabia R5 ao quarto posto da geral, a 53,5 segundos do vencedor e atrás de João Barros e António Costa, também em Skoda Fabia R5, a 34,8 segundos de diferença, dupla que voltou a subir ao pódio na prova do Clube Automóvel de Amarante, com um regresso prometedor.

Contudo, Ricardo Teodósio ficou em branco, já que, para efeitos de campeonato, apenas contam os resultados de oito das nove provas calendarizadas. Ricardo Teodósio elegeu a prova do Clube Automóvel de Amarante para não pontuar, aproveitando para preparar a sua viatura para as duas jornadas em falta, o Rali Vidreiro (Marinha Grande) e Casinos do Algarve.

Menos sorte teve o campeão nacional em título, Armindo Araújo. O experiente piloto de Santo Tirso, navegado por Luís Ramalho, viu-se forçado a abandonar com um furo e sequente toque com o seu Hyundai i20 R5, danificando a suspensão, descendo, assim, de segundo para terceiro do campeonato. Um cenário inglório para o piloto tirsense, sobretudo pela forma como estava a evoluir, acabando por ser traído pelo anunciado furo.

Perante este desiderato, Ricardo Teodósio mantém a liderança, com 119,18 pontos, mais cinco do que Bruno Magalhães, enquanto Armindo Araújo é terceiro com 105 pontos, tendo já prescindido do resultado do Rali dos Açores. José Pedro Fontes é agora quarto, com 88 pontos.

A dupla Paulo Meireles e Marcos Gonçalves, em Hyundai i20 R5, encerrou o “top five”, a 1m40,4s do vencedor, com as duplas ARC Sport nas posições seguintes, nomeadamente Pedro Almeida e Nuno Almeida (Skoda Fabia R5), que voltaram a demonstrar que podem contar com eles no panorama dos ralis nacionais, enquanto Luís Rego Jr. e Jorge Henriques, campeões dos Açores, fizeram a sua estreia por terras d’Aboboreira. Menos sorte teve Miguel Correia e Pedro Alves que nem sequer chegaram a partir para o Rali Terras d’Aboboreira. Durante o “Shakedown”, após uma ligeira saída de estrada, o Ford Fiesta R5 acabou por arder por completo. A desilusão foi naturalmente grande.

Sem ponta de sorte esteve, naturalmente, Miguel Barbosa. A sensivelmente a meio da sexta especial, o piloto de Lisboa, saiu de estrada e embateu num portão, fechando aí a sua prestação na região de Marão, sendo precisamente nesse troço que Armindo Araújo furou e despistou-se quase com a tomada de tempo à vista.

Nas duas rodas motrizes, Gil Antunes e Diogo Correia (Renault Clio RS R3T foram os grandes vencedores, colocando-se na liderança do campeonato fruto da segunda vitória consecutiva. Quanto ao Agrupamento de Produção, Ernesto Cunha e José Almeida (Mitsubishi Lancer Evo IX).

Por sua vez, Hugo Araújo e Fernando Miguel, em Kia Picanto, lograram o triunfo na RC5, com Pedro Leone e Bruno Ramos (Ford Escort RS Cosworth) a levar de vencida os Clássicos. Já André Cabeças e Ilberino Santos (Mitsubishi Lancer Evo IX) suplantaram a concorrência no Regional Norte.

 

Já vitoriosos nos ralis Sierra Morena e de Portugal, Daniel Berdomás e David Rivero alcançaram, no presente Rali Terras d’Aboboreira, a sua terceira vitória consecutiva na Peugeot Rally Cup Ibérica 2019. Com este importante resultado, somado ao registo da maioria dos melhores tempos em troços, a dupla espanhola enfrentará os dois derradeiros confrontos do ano, ambos a realizar em Espanha, com um avanço substancial sobre os seus mais directos adversários.

Nesta que foi a 4.ª prova da presente temporada da copa coorganizada pela Peugeot Portugal e Peugeot Espanha, neste segundo e último dia tiveram de controlar o andamento das duplas Carlos Fernandes/Bruno Abreu e Ricardo Costa/Paulo Marques, ocupantes dos restantes degraus do pódio.

A próxima prova do Campeonato de Portugal de Ralis está agendada para os dias 4 e 5 de Outubro, com a realização do Rali Vidreiro Centro de Portugal, competição de asfalto organizada pelo Clube Automóvel da Marinha Grande.

 

CLASSIFICAÇÃO FINAL

1.º José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroën C3 R5), 49m19,1s; 2.º Bruno Magalhães/Hugo Magalhães (Hyundai i20 R5), a 14,9s; 3ºJoão Barros/António Costa (Skoda Fabia R5), a 34,8s; 4.ºRicardo Teodósio/José Teixeira (Skoda Fabia R5), a 53,5s; 5.º Paulo Meireles/Marcos Gonçalves (Hyundai i2oR5), a 1m40,4s.

PILOTOS

1.º Ricardo Teodósio, 119,18 pontos; 2.º Bruno Magalhães, 114,12; 3.º Armindo Araújo, 104,94; 4.º José Pedro Fontes, 87,74; 5.º Miguel Barbosa, 70,82.

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