José Lameiro campeão nacional de Super Car

Num ano severo do ponto de vista do novo coronavírus SARS-CoV-2, responsável pela doença Covid-19, a temporada do Campeonato de Portugal de Ralicross terminou abreviado, mas o piloto de Aveiro nunca deixou de ampliar as pretensões e acabou por conquistar o título.

CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt) – Fotos: OFFROAD PORTUGAL

A sorte favorece os audazes. Uma expressão que também significa “a fortuna favorece os bravos” e José Lameiro solidificou a cotação nessa “bolsa de valores”. O piloto Diatosta/Rialto autentica que o ano de 2020, a poucas horas de encerrar as “janelas” e abrir as “portas” a 2021, foi complexo, embora feliz com a obtenção do título de campeão nacional de Super Car, disciplina integrada no Campeonato Nacional de Ralicross.

As promessas que todos devem fazer para conseguir um estado de graça também se “treinam” e, nas grandes resoluções, José Lameiro não esbanjou a ocasião para decifrar o “enigma” e passar com distinção uma das disciplinas mais carismáticas e delicadas do Nacional de Ralicross.

«2020 foi um ano verdadeiramente estranho. Sem dúvida um ano de desafios, dificuldades e, sobretudo, um ano em que tínhamos de levantar a cabeça. De deixar para trás o menos importante e de focar os objectivos sem distracções», começou por referir o piloto Diatosta/Rialto, em declarações divulgadas pela sua assessoria de imprensa.

Sem descurar os dissabores dos anos anteriores, José Lameiro sublinhou que «o tempo e as limitações não tornaram fácil de atingir os objectivos». «Desenvolver o Skoda Fabia praticamente durante as provas foi uma tarefa ambiciosa, para mim e para a DM Motorsport, em que contámos com a colaboração da Ignition Victory para levar a bom porto esta missiva», acrescentou o aveirense, citado na nota.

Com as sessões de treino quase inexistentes, José Lameiro confidenciou que «fizemos menos de três horas de testes, mas demonstrámos que estamos no bom caminho», fazendo questão de afiançar que «o trabalho está à vista de todos, não só pelas vitórias, mas também pelas provas que terminámos».

Ainda de acordo com o piloto de Aveiro, «quando comparamos os tempos obtidos com os de outros campeões, percebemos que estamos no bom caminho e, isso, para mim, é o mais importante e, confrontado com a temporada de 2021, José Lameiro foi peremptório na resposta: «Vamos permanecer na mesma divisão e, sinceramente, não me imagino a conduzir algo no Campeonato Nacional de Ralicross que não seja um Super Car».

A “violência e a agressividade” destas viaturas é um vício e faz-nos sentir pequeninos ao volante. Embora ainda não tenhamos certezas quanto à próxima época, apenas posso garantir que o Skoda Fabia vai apresentar-se melhorado! Apesar de atípico, aprendemos muito em 2020, adquirimos mais experiência e estamos mais motivados, uma vez que conhecemos os problemas e estamos a resolvê-los», sustentou o piloto Diatosta/Rialto.

José Lameiro agradeceu «a todos os incansáveis sofredores da “Mancha Negra”, assim como a todos os que vibram com a nossa equipa e quem acompanhe o campeonato – torça ou não por nós –, pois o mais importante é que adore o Ralicross».

«À Diatosta e Rialto e um abraço enorme a todos os que fazem parte da caravana do PTRX, à DM Motorsport e Ignition Victory, pelo trabalho e por terem aceite o desafio. Claro que não posso deixar de referir a minha família, em especial a minha esposa Fátima, para ela o meu obrigado, sem ela não estaria no Ralicross», afirmou, em jeito de rodapé, José Lameiro, campeão de Portugal de Super Car, desejando «a todos os amantes do Ralicross a continuação de festas felizes e um novo ano cheio de saúde».

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *