Joaquim Teixeira: “2021 foi um ano de sucesso”

A avaliação é do piloto, fundador e manager da JT59 Racing Team/Bompiso que, este ano, ganhou autonomia técnica e viu a aposta recompensada por mais um título e um pódio na Montanha e um vice-campeonato na Supercars Endurance Series.

(auto.look2010@gmail.com)

E é por essa “revolução” estratégica que Joaquim Teixeira inicia o rescaldo da época desportiva agora concluída. Para ele, 2021 assume-se como «um ano de total remodelação do nosso conceito de participação nas provas, porque passamos a ter uma equipa de assistência com toda a estrutura da nossa total responsabilidade, que nos permitiu apostar em dois campeonatos em “full time” e fazer assim crescer a JT59 Racing Team/Bompiso».

Se a Velocidade ficou a cargo de Daniel Teixeira, já o piloto e Team Manager reservou para si, como habitualmente, a responsabilidade de ser o “ponta de lança” da equipa no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

Em comum, os dois pilotos tiveram a utilização do Cupra TCR, facto que, por vezes e devido ao calendário apertado, forçou-os «a cuidados extra para não danificar nada no carro pois, com provas muito perto umas das outras, era essencial preservar o Cupra para podermos alinhar nas melhores condições», lembra Joaquim Teixeira.

Em termos desportivos, «2021 foi uma época de grande sucesso para nós». «Mantendo o mesmo alinhamento de pilotos, consegui renovar o título na Divisão Turismos 2, vencendo todas as provas, e voltei a terminar no pódio absoluto da Categoria Turismos, enquanto o Daniel, que pela primeira vez disputou todas as provas da Supercars Endurance Series, na categoria TCR, foi vice-campeão. Podemos concluir que que atingimos e superamos os nossos objetivos neste ano de arranque da nossa nova equipa, que se saldou por um grande sucesso».

Dissecando um pouco mais o desenrolar da sua época em particular, Joaquim Teixeira sente que «uma vez mais, chegamos aos objectivos que tínhamos traçado e que eram passíveis de alcançar». «Na Montanha, sabíamos que poderíamos novamente lutar pelo lugar intermédio do pódio absoluto dos Turismos, mas tínhamos também plena consciência que conquistar o título seria quase totalmente impossível porque não dispúnhamos das mesmas armas que o nosso adversário directo. Já quanto à Divisão, ter renovado o título e lograr vencer todas as provas, prova que em igualdade de circunstâncias, temos sérias possibilidades de lutar sempre pelo título», sublinhou.

Desafiado a destacar um momento-chave da sua época, o denominado “Demolidor de Trás-os-Montes” afirma que, «sinceramente, não tive nenhum momento que possa considerar o mais brilhante ou melhor porque a minha prestação foi sempre no limite em todas as provas, mesmo sabendo que chegar à vitória absoluta nos Turismos seria quase impossível». «Todas as provas foram especiais, mas talvez deve relevar o pódio que obtive na prova do Europeu em Boticas», acrescentou.

Por outro lado, sente como mito positivo «não poder falar de qualquer momento mais negativo. A minha equipa conseguiu sempre entregar-me o Cupra nas melhores condições». «Acho que todas as provas foram bem disputadas e só por uma vez tive um problema mecânico que me impediu de manter o mesmo ritmo, mas mesmo assim me permitiu concluir a prova com uma vitória», sustentou.

Agora é tempo de recarregar energia e começar a planear a época de 2022. E o que esperar da JT59 Racing Team/Bompiso na próxima época quanto a calendários e ambições? Sendo o Cupra TCR novamente a “arma” para todas as frentes de acção, «em 2022 a equipa planeia nova participação no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group».

«Aí, o objectivo passará por vencer novamente a Divisão 2 de Turismos e tentar chegar ao título de campeão absoluto de Turismos, que já conquistei em 2016, mas, para isso acontecer, espero que a categoria tenha viaturas mais equivalentes a nível de performances, pois lutar na posição de David contra Golias não é fácil», destaca o piloto.

Segundo o “patrão” da equipa, «está ainda em cima da mesa a participação no Campeonato de Portugal de Velocidade, desde que consiga apoios suficientes para fazermos os dois campeonatos». «Senão, daremos preferência só ao CPM e pontualmente a uma prova do CPV que poderá ser Vila Real», assume Joaquim Teixeira que tem esperança de «conseguir os apoios suficientes para que o Daniel possa repetir ainda a presença na Supercars Endurance Series».

Esta vontade de estarem a “tempo inteiro” na nova era do Campeonato de Portugal de Velocidade prende-se com a convicção que Joaquim Teixeira tem de que «o novo promotor, liderado pelo Paulo Ferreira e Diogo Ferrão, vai fazer um excelente trabalho». «Os dois já deram provas da sua competência e estou certo de que teremos um CPV novamente pujante, com muita disputa competitiva em pista, pois eles sabem a importância de isso se verificar, por isso tentam nivelar os andamentos, com a introdução de um BOP justo entre todas as viaturas, ao contrário do que se verificou anteriormente».

Sejam quantas e quais venham a ser as “batalhas”, a equipa e o piloto assumem que estrão sempre com o foco «nas vitórias em todas as provas em que estejamos presentes e na conquista dos títulos que venhamos a assumir como objectivo».

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