Joaquim Rodrigues Jr. vence Panafrica Rally

O piloto de Barcelos terminou a dois minutos do vencedor da derradeira etapa.

(auto.look2010@gmail.com)

Joaquim Rodrigues Jr. (Hero) venceu o Panafrica Rally, em Marrocos, depois de ter sido o quarto classificado no sexto e último dia desta prova de preparação do Rali Dakar de todo-o-terreno. O piloto de Barcelos terminou a dois minutos do vencedor da derradeira etapa, o italiano Maurizio Gerini (Husqvarna), após os 75 quilómetros cronometrados.

«Estou muito contente com esta vitória. Os últimos dois anos foram difíceis depois da minha queda no Dakar em 2017. A minha recuperação foi longa e dolorosa e estou satisfeito por finalmente voltar a 100 por cento», disse Joaquim Rodrigues Jr, vincando: «A minha confiança está de volta e as minhas costas estão recuperadas».

Quim Rodrigues Jr. concluiu a prova em 16h21m43s, com 11m34s de vantagem sobre o segundo classificado, o italiano Jacopo Cerutti (Husqvarna). O luso-germânico Sebastian Bühler (KTM) foi o terceiro classificado, a 31m29s do vencedor.

«A etapa desta sexta-feira foi muito divertida. Gosto muito de provas disputadas em areia. Diverti-me imenso já nesta fase final. Sinto-me bem fisicamente. Houve dias mais difíceis, muito exigentes e duros, de difícil navegação também, que fazem jus à dureza da prova. Foi uma óptima corrida. Adorei voltar a competir no Panafrica e saio daqui com o sentimento de missão cumprida. O objectivo era preparar-me para o Dakar, aproveitar o melhor possível e passar o maior número de horas possíveis em cima da moto, foi o que eu fiz e ainda poder terminar no pódio absoluto, foi a cereja no topo do bolo. Não podia estar mais satisfeito», disse Sebastian Bühler.

O piloto de Seia, Mário Patrão (KTM) foi o oitavo classificado, na frente de outro português, Fausto Mota (Husqvarna). Pedro Bianchi Prata (Honda) foi o 11.º classificado.

À chegada da derradeira etapa que hoje se disputou, integralmente em piso de areia, o piloto apoiado pelo Crédito Agrícola e Lusíadas Saúde mostrou-se satisfeito com o resultado: «Foi um rali que se pode considerar relativamente bom, porque já não andava com uma moto de rally desde a queda no Dakar. Foram seis dias bons, com roadbooks longos, difíceis, dias duros, de muito calor. Foi um bom teste. Não sinto que esteja a 100%, mas sinto que estou a recuperar e essa parte é fundamental».

«É fundamental estar bem, estar confiante, o físico ir recuperando dia após dia. Saímos daqui com o oitavo posto. Penso que é um bom resultado. Um dos principais objectivos era não cair, não me lesionar e não estragar o trabalho de recuperação que foi feito até agora. Foi bom ter vindo, foi bom por não me ter magoado, estou satisfeito pela navegação que se fez, mas há que continuar a trabalhar», sublinhou.

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