João Pinheiro “preso” no isolamento social

Nesta altura em que as provas foram adiadas devido ao Covid-19, o jovem piloto albicastrense partilha as emoções vividas em Sever do Vouga, prova de baptismo no Campeonato de Portugal de Kartcross.

(auto.look2010@gmail.com)

João Pinheiro, jovem piloto natural de Castelo Branco de apenas 16 anos, teve em Sever do Vouga a sua primeira “prova de fogo”, numa «estreia que não correu mal, antes pelo contrário, ficar a um lugar da final foi bastante bom nem nós esperávamos um resultado tão bom como este».

«Como nunca tinha andado com outros carros em pista, arranquei com mais precaução, pois era necessário perceber onde era a travagem para a primeira curva. Outro problema era a “molhada” inicial», confidenciou João Pinheiro, referindo ainda que notou «diferenças, como por exemplo a disparidade no campo de visão devido à terra que os outros carros lançavam, pelo que era preciso gerir também o “roll-off”». «Depois as saídas da Joker Lap, quando eram feitas lado a lado e as tentativas de ultrapassagens, em que me tinha de defender. Era tudo muito diferente dos treinos que fiz sozinho», reforçou.

Como não poderia deixar de ser, o jovem albicastrense deu enfoque ao seu pai, José Carlos Pinheiro, em que o progenitor, pela primeira vez, sofreu de fora enquanto o filho conduzia em pista o seu kartcross: «Pelo que me disseram e pelo que ele me contou, foi de um grande nervosismo durante a corrida e uma grande descarga de adrenalina no final. Naturalmente que é bastante compreensível pelo facto de ele já ter corrido e de saber a “agressividade” desta modalidade, mas também não deixa de ser verdade que, do lado de fora, é totalmente diferente relativamente do lado de dentro», referiu o “rookie” albicastrense.

«Nesta altura de isolamento, além de estudar e fazer os trabalhos enviados pela escola, tenho revisto os “on-boards” das corridas com o intuito de ver onde posso melhorar para estar mais apto e preparado nas próximas. Faço exercício físico com o mesmo intuito, o de estar mais preparado para as próximas corridas. Muitas pessoas não têm noção do esforço físico desta modalidade. É muito exigente, visto que estes carros não têm direcção assistida. Mais uma vez digo que ao estar a correr fiquei com muitas noções que ao ver de fora não tinha e também em certas situações não dá para ter. Tenho também aproveitado para jogar videojogos de simulação, na playstation, uma vez que não posso ir treinar a uma pista», explicou João Pinheiro, quando indagado sobre o actual isolamento social.

«Por fim queria deixar aqui um agradecimento a toda a estrutura da equipa, que mesmo com esta troca de piloto, continuam connosco e a dar apoio em tudo o que for preciso, especialmente por contribuírem com o que sabem para poder evoluir. Agradeço a todos os que me incentivaram nesta primeira corrida e gostaria de apelar a todos para se manterem seguros, só assim estaremos todos juntos na próxima prova. Até ao momento desconhece-se quando voltaremos às pistas, mas até lá fiquem em casa», concluiu o jovem piloto de Castelo Branco.

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