João Barbosa: 3.º nas 24 Horas de Daytona

O piloto do Porto, que esta época defende as cores da Mustang Sampling Racing, foi o melhor representante nacional. Filipe Albuquerque, num Cadillac da Whelen Engineering, terminou em sétimo à geral e Álvaro Parente, num Acura GT3, foi oitavo na categoria GTD.

(auto.look2010@gmail.com)

O português João Barbosa (Cadillac) terminou, este domingo, em terceiro lugar as 24 Horas de Daytona, prova de abertura do campeonato americano de resistência, o IMSA WeatherTech SportsCar Championship. O piloto do Porto, que esta época defende as cores da Mustang Sampling Racing, foi o melhor representante nacional, tendo liderado durante a primeira metade da prova, juntamente com os franceses Loic Duval e Sébastien Bourdais, correndo na categoria principal, a DPi.

O carro do piloto portuense terminou a 1m25,585s do vencedor, o Cadillac do holandês Renger van der Zande, do japonês Kamui Kobayashi e dos neozelandeses Ryan Briscoe e Scott Dixon.

Já Filipe Albuquerque, o outro português a correr na categoria principal, com um Cadillac da Whelen Engineering, sofreu com problemas de embraiagem durante a madrugada e caiu dos lugares do pódio até à sétima posição final, a 22 voltas do vencedor.

«Desde cedo que nos apercebemos que este ano, esta corrida, não era para nós. Tudo nos aconteceu: logo no início foi o autocolante do visor que ficou a tapar a entrada de ar do motor. Uma coisa que raramente acontece e que, nos últimos tempos, já me aconteceu duas vezes. Depois um furo e, mais tarde, ficámos sem a segunda velocidade. Para finalizar, a caixa de velocidades cedeu. Foram 11 voltas nas boxes para substituir a caixa e foi o fim. Daí para a frente foi levar o carro até à bandeira de xadrez. Não havia nada que pudéssemos fazer», referiu o piloto de Coimbra.

Não foi o melhor início de ano mas quando não se consegue fazer uma corrida limpa dificilmente se consegue vencer: «Em 24 horas muita

coisa muda, mas quando os percalços começam a acontecer, uns atrás dos outros, é uma missão quase impossível. Não saio satisfeito de Daytona, uma prova que gosto tanto, mas também não saio desmoralizado. Fizemos o que estava ao nosso alcance, a mecânica não esteve do nosso lado e temos de seguir em frente. Foi uma pena», concluiu Filipe Albuquerque.

Álvaro Parente, num Acura GT3, foi 25.º da geral e oitavo classificado da categoria GTD, enquanto Pedro Lamy, que correu com um Aston Martin, foi 17.º classificado da mesma categoria, tendo desistido ainda

antes de completada a sexta hora de corrida.

Contudo, a corrida acabaria por ser um desapontante para o também piloto do Porto e os seus colegas de equipa – Hindamn, Misha Goikhberg e AJ Allmendinger – uma vez que rapidamente ficaria evidente que os seus adversários tinham um ritmo muito mais elevado, levando a que o Acura NSX GT3 fosse perdendo terreno consistentemente ao longo das vinte e quatro horas de prova.

«Os nossos oponentes esconderam muito bem o jogo e chegaram à corrida muito competitivos. A Einricher Racing with Meyer Shank Racing realizou um trabalho excelente, procurando de todas as formas encontrar as soluções para podermos ter um carro ainda mais competitivo, mas foi impossível contrariar os nossos adversários», afirmou o piloto do Porto.

Face à situação, Álvaro Parente, assim como os seus colegas de equipa, não conseguiu ir além do oitavo lugar, o que lhes permitiu, ainda assim, assegurar um lugar dentro dos dez primeiros e marcar alguns pontos para o campeonato.

«Chegámos aqui com o intuito de lutar pela vitória, mas ficou claro que os nossos adversários estavam mais fortes e que, só com um golpe estratégico criado por uma situação de bandeira amarelas, que nunca chegou a acontecer, poderíamos estar na luta pela vitória. O resultado está longe do esperado, mas conseguirmos somar alguns pontos que poderão ser importantes no final da temporada», frisou o piloto portuense.

A próxima ronda do IMSA SportsCar Championship são as 12 Horas de Sebring, de 18 a 21 de Março.

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