“Imperdoável conduta de Márquez em 2015”

Numa entrevista ao diário italiano Corriere della Sera, Valentino Rossi assegurou que, passados seis anos, e quando recorda essas corridas, sente “a mesma sensação de frustração”, depois de perder aquele que seria o oitavo título na categoria rainha, 10.º no campeonato do mundo.

(auto.look2010@gmail.com)

O piloto italiano Valentino Rossi (Yamaha) considera «imperdoável» o comportamento do espanhol Marc Márquez (Honda) em 2015, ano em que o transalpino perdeu o título para o espanhol Jorge Lorenzo (Yamaha), após uma penalização por toque com Márquez.

«É impossível (perdoar Márquez). O que me fez é imperdoável. Quando volto a pensar nesses dias, tenho as mesmas sensações desse momento. E já passaram seis anos. Parece-me difícil que possam mudar», disse o piloto italiano, prestes a cumprir a 20.ª temporada na classe rainha do Mundial de Velocidade (MotoGP), a mesma em que compete o português Miguel Oliveira.

A temporada de 2015 ficou marcada por uma tensão entre Rossi e Márquez, que teve origem num toque entre ambos no GP da Argentina, conquistado pelo italiano, e que terminou com o espanhol no chão, e culminou com um encontrão no GP da Malásia, que valeu como penalização a Valentino Rossi partir de último para a última prova do campeonato, em Valência (Espanha).

Lorenzo venceu a corrida, Márquez foi segundo e Rossi, que partira como líder do campeonato, apenas quarto, ainda atrás do também espanhol Dani Pedrosa (Honda), perdendo o título para Lorenzo. Na mesma entrevista, Rossi considerou «um erro» que Márquez tenha tentado regressar «tão cedo» após sofrer uma lesão no úmero direito na primeira corrida de 2020, que lhe valeu uma recaída que custou a presença em toda a temporada.

«Creio que (o erro de Márquez) foi ter querido voltar tão cedo após a operação, e também não entendi porque deixaram que o fizesse», frisou Rossi. Aos 41 anos, o piloto transalpino conta 411 corridas disputadas, somando 115 vitórias e 235 pódios, para além de nove títulos mundiais, um em 125cc (em 1997), um em 250cc (em 1999) e sete em 500cc e MotoGP (2001, 2002, 2003, 2004, 2005, 2008 e 2009).

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