Iberian Classic Raid marcado pelo infortúnio

Primeira edição do Iberian Classic Raid desenvolveu-se sob as mais estritas medidas anti-Covid-19, cruzando a Península Ibérica, de Barcelona até Portugal, embora as duas últimas etapas tenham sido canceladas devido a trágico incidente que afectou uma das equipas inscritas quando se dirigia para reparar uma avaria do seu veículo.

(auto.look2010@gmail.com)

Cerca de uma centena de automóveis clássicos cruzaram a Península Ibérica por caminhos de terra para desfrute das variadas paisagens que esta oferece, da sua gastronomia e da condução dos veículos com mais de 25 anos. Tratou-se da primeira edição Iberian Classic Raid, com a estrutura organizativa a colocar um ponto final nas etapas em território nacional, Covilhã – Figueira da Foz e Figueira da Foz – Lisboa, na sequência do trágico acidente que afectou uma das equipas inscritas quando se dirigia para reparar uma avaria do seu veículo.

A estrita norma anti-Covid-19 imposta pela organização, permitiu que a prova se desenrolasse com total segurança, impedindo a participação de alguns inscritos que acusaram positivo nos testes prévios e obrigatórios, realizados com o objectivo de salvaguardar a segurança dos restantes participantes.

Devido a estes protocolos, foi possível efectuar paragens em algumas povoações em que as mesmas estavam inicialmente previstas. Menção especial merece o município aragonês de Alborge, próximo de Saragoça, onde os participantes realizaram um “pit-stop” sem sair do automóvel para receber uma selecção de produtos da zona e uma injecção de energia, enquanto atravessavam entre aplausos e palavras de ânimo.

Burgo de Osma, Mollerussa ou Plasencia foram outras cidades que colaboraram activamente com o raide, que teve finais de etapa em Lérida, Saragoça, Madrid ou Covilhã, e a sua largada do Porto Olímpico de Barcelona.

Tal como as paisagens e os tipos de caminhos, o clima foi o mais variado, com uma primeira parte marcada pelas elevadas temperaturas e pelos terrenos secos. Com a chegada da tempestade Bárbara, a partir de El Burgo de Osma a situação foi bastante diferente e a lama acrescentou um ponto extra de dificuldade no momento de manter a velocidade média nos troços controlados estabelecida pela organização.

Os vencedores desta primeira edição do Iberian Classic Raid na categoria 4×2 foram Ramón Franquesa (pai) e Ramón Franquesa (filho), ao volante de um Porsche 924. Na segunda posição ficaram Juan Farnés e Ricardo Ferrón, em Nissan Micra, completando o pódio desta categoria Ricardo Barrassa e Manuel Hernández, com um Peugeot 205.

Na categoria 4×4, a equipa vencedora foi formada por Marcel Boquer e Eduard Buxeda, com um Mitsubishi Montero. Os segundos classificados foram Andreu Marín e Silvia González, em Fiat Panda 4×4, e os terceiros Gerard Bosch e Teresa Font, com um Suzuki Vitara.

Entre os veículos anteriores a 1980, o vencedor foi o Porsche da equipa dos Franquesa, seguido de Francisco Carrillo e Maria Angeles Lamelas, com um Renault 6, cabendo o terceiro posto a Santiago Garrido e Pascual Muñoz, com um Mercedes 300.

O propósito de conservar e usufruir de automóveis clássicos, transmitido pelo Iberian Classic Raid, não seria possível sem a Bosch, patrocinador principal desta prova, e colaboradores como a Suzuki, automóvel oficial da organização.

A organização do Iberian Classic Raid não quis deixar passar a oportunidade de prestar as suas condolências aos familiares e amigos do participante que, após abandonar o percurso para dirigir-se a uma povoação próxima para reparar uma avaria no seu veículo, viu-se implicado numa desafortunado acidente que, tragicamente, acabou com a sua vida, conforme já foi referenciado.

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