Húngaro Tamas Karai conquistou Montalegre

Muitas lutas em pista, alguns toques entre participantes e algum trabalho para os Comissários Desportivos mas, acima de tudo, muita animação em mais uma excelente jornada de RX Portugal by Diatosta.

(auto.look2010@gmail.com)

Tamas Karai (Audi S1)

A segunda prova do Campeonato de Portugal de Ralicross e Kartcross by Diatosta fez jus à temperatura ambiente no traçado transmontano, completando um fim-de-semana de veraneio, onde a chuva fez ontem a aparição mas, hoje, nem um pingo, apenas uma chuvada de emoções fortes e contagiantes.

Nos Supercars a primeira qualificação (Q1) de sábado deixou de fora José Lameiro com o motor partido, reduzindo para três o número de carros em prova. Mas quem pensava que um trio não proporcionava animação enganou-se, porque a quarta qualificação (Q4) foi das mangas mais disputadas, com todos os pilotos a passarem pela liderança. Esta Q4 teve em Oscar Ortfeldt o mais rápido graças a uma hesitação no arranque por parte do húngaro Tamas Karai que veio a Portugal testar o Audi S1 com vista ao Campeonato Europeu de Ralicross.

João Ribeiro (Skoda Fabia)

Na decisiva final, Tamas Karai partiu na frente fruto do domínio evidenciado nas qualificações e, desta vez, não teve hesitação, arrancou bem e liderou do princípio ao fim. A exemplo do que tinha acontecido no sábado, Oscar Ortfeldt não partiu bem, mas rapidamente colocou o Ford Fiesta no 2.º posto seguindo o vencedor a uma certa distância. Joaquim Santos, aos comandos de um Ford Focus, fechou o pódio da categoria dos carros mais potentes.

Naquela que é talvez a categoria fornecedora de mais emoções fortes e animação – a dos Super 1600 – o domínio foi também de um estrangeiro: o russo com bandeira suíça Yuri Belevskiy ao volante de um Audi A1 que estava um furo acima dos melhores carros nacionais. Yuri Belevskiy venceu as quatro qualificações e João Ribeiro era o melhor português, bem acima dos seus pares lusos.

Nas meias-finais, os dois pilotos comprovaram o seu favoritismo e isso permitiu-lhes arrancar da primeira linha e, passada a pressão da primeira curva, começarem um conjunto de sete voltas isolados. António Sousa começou bem e ainda pressionou Yuri Belevskiy na primeira curva, mas resignou-se à evidência que a sua luta teria de ser pelo 3.º lugar. Foi cedo à Joker Lap e acabou suplantado por Mário Barbosa que teve à sua volta, e também atrás de si, lutas animadas com alguns toques mais emotivos.

Yuri Belevskiy teve um triunfo a testar para o Campeonato Europeu e sai feliz de Portugal. João Ribeiro com o Skoda Fabia não chegou para o piloto do Audi, mas chegou e sobrou para a concorrência nacional com o 2.º posto depois de um fim-de-semana iniciado com uma desistência na Q1. Mário Barbosa fechou o pódio, parecendo difícil fazer mais com um Citroën Saxo que já anda há duas décadas nestas lides.

No campeonato de Iniciados, Rafael Rego dominou as qualificações e impôs com algum à vontade o Citroën Saxo na final. Partiu bem e rodou sempre com margem na liderança até à bandeirada de xadrez. Gonçalo Novo desistiu na Q3 e Q4 de hoje, o que o atrasou na grelha, mas na final trepou posições e levou o Toyota Starlet ao 2.º posto. Guilherme Nunes colocou o Peugeot 106 no 3.º posto, depois de ter tentado, sem sucesso, segurar Gonçalo Novo atrás de si nas voltas iniciais.

A prova da Nacional 2RM teve algumas peripécias nas qualificações. Adão Pinto não evitou uma penalização no sábado e falhou a presença na Q4, pelo que o rápido Opel Astra partiu para a final no meio do pelotão, mas falhou a travagem para a primeira curva e ficou por aí. Bruno Campos fez valer o lugar da “pole” depois de umas qualificações impecáveis e levou para casa o troféu correspondente ao lugar mais alto do pódio.

Fernando Silva começou no 2.º posto com Celmo Guicho atrás, mas o homem do Seat Ibiza TDI deu um toque e deixou Guicho tranquilo para levar o Renault Clio ao 2.º lugar. Luís Carvalho, com o Peugeot 206, fechou o pódio.

A final da categoria Nacional 1.6 também teve momentos quentes e o destaque de um nome: André Ferreira, que subiu de forma nas qualificações para partir da “pole”. Na final fez um excelente arranque com o Peugeot 106 deixando para trás a concorrência rumo a um triunfo indiscutível.

Pedro Rocha foi outro autor de um excelente arranque, subiu de 6.º para 2.º, foi cedo à Joker Lap sem perder o lugar e acabou por ver-se envolvido num toque com Leandro Macedo do qual resultou o atraso dos dois. Rafael Rocha aproveitou para posicionar o Citroën Saxo no 2.º posto na frente de outro modelo similar conduzido por Jorge Costela, que fechou assim o pódio.

A acção do RX Portugal 2021 by Diatosta estará de regresso no fim-de-semana de 3 e 4 Julho no mítico traçado de Sever do Vouga.

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