Hugo Lopes e Tiago Neves com nota positiva

De entre os treze “leões” que se apresentaram à partida do Vodafone Rally de Portugal, terceira prova da Peugeot Rally Cup Ibérica 2022, a melhor nota da turma foi atribuída à dupla Hugo Lopes e Tiago Neves, os mais lestos a cumprir os apenas 2,82 quilómetros do traçado desenhado na cidade dos estudantes, na margem esquerda do rio Mondego.

(auto.look2010@gmail.com)

Óscar Palomo e Javier “Xavi” Moreno

A dupla do Peugeot 208 Rally4 #96 foi quem melhor soube lidar com as “ratoeiras” de uma especial em asfalto, cumprida já noite dentro, a exceção num rali que, em termos de copa ibérica, se correrá amanhã integralmente em pisos de terra, ligando Coimbra à Exponor, em Matosinhos.

Foi parca a diferença amealhada pelos agora líderes, impondo-se pela diferença mínima de um décimo de segundo a dois adversários: Iago Gabeiras/“Jandrín” Lopez e Óscar Palomo/“Xavi” Moreno, empatados com o segundo melhor tempo no troço.

São os nomes que ocupam, de modo ainda muito provisório, os lugares de um pódio que, só por esta entrada, se antevê discutidíssimo até final, ao longo desta sexta-feira, com oito especiais e 121,91 cronometrados a cumprirem-se entre Coimbra e Matosinhos.

lago Gabeiras e Alejandro “Jandrin” Lopez

Trata-se de uma dupla ronda pelos difíceis troços em terra de Lousã, Góis e Arganil, mais uma passagem única por Mortágua – a “Power Stage” que atribuirá pontos extra aos três mais rápidos – e, para finalizar a contenda, uma nova super-especial”, desta feita no circuito de Lousada.

A diminuta vantagem é, para já, de Hugo Lopes, Iago Gabeiras e Óscar Palomo, mas há que não esquecer que todo o demais plantel luta pelas pontuações que há para distribuir pelo top-10 deste terceiro rali do ano, e que, no seu final, poderão resultar num realinhamento dos atuais rankings de Pilotos, Navegadores e Equipas.

Pala além disso, todos pretendem para si os prémios monetários a atribuir nesta prova, tendo, muito em especial, os olhos postos no Grande Prémio que está reservado aos vencedores de 2022, no final desta 5.ª temporada da Peugeot Rally Cup Ibérica.

Tiago Neves e Hugo Lopes

DUPLA LUSA JOGA MAIS FORTE

NA SUPER-ESPECIAL DE COIMBRA

Depois de uma tardia sessão matinal de “shakedown”, onde os diferentes candidatos à vitória no Vodafone Rally de Portugal confirmaram a validade dos set-ups que escolheram para esta terceira prova da Peugeot Rally Cup Ibérica 2022, os concorrentes rumaram para o Parque de Assistência montado nas imediações do rio Mondego, apenas daí saindo, já ao início da noite, para a cerimónia oficial de partida.

José Loureiro e Valter Cardoso

Foram treze os Peugeot 208 Rally4 que cumpriram os 2,82 quilómetros do traçado urbano desenhado na margem esquerda do dito, troço-espetáculo testemunhado por uma impressionante moldura humana, não fosse este rali também pontuável para o WRC 2022 – é uma das duas provas da copa ibérica com esse estatuto; a segunda será o RallyRACC Catalunya – Costa Daurada 2022, em Outubro – mantendo-se atentos ao evoluir das diversas categorias, incluindo as unidades que servem de cavalo de batalha à copa coorganizada pela PEUGEOT Portugal e pela Peugeot Espanha, com a logística no terreno assegurada pela estrutura da Sports & You.

E a dupla de estudantes que melhor soube ler este traçado urbano foi o viseense Hugo Lopes, navegado pelo goiense Tiago Neves, garantindo a melhor nota – leia-se tempo – entre os seus pares, assumindo, com isso e provisoriamente, a liderança de um rali que amanhã tem muito para contar.

Ricardo Sousa e Luís Marques

Impuseram-se pela reduzidíssima margem de um décimo de segundos a dois dos seus adversários, Óscar Palomo e “Xavi” Moreno, vencedor do Serras de Fafe, o primeiro rali da copa 2022, e Iago Gabeiras e “Jandrin” López, que assim ficaram empatados com o segundo melhor tempo da noite.

Espelho da enorme competitividade registada neste troço de abertura do Vodafone Rally de Portugal, também Diego Ruiloba e Andrés Blanco, vitoriosos em Mortágua e atuais líderes da copa, ficaram muito perto de alcançar a melhor nota desta turma de leões, distando uns também diminutos sete décimos do melhor tempo.

Este quarteto encimou um grupo que, no seu conjunto, ficou concentrado em cerca de 30 segundos, espelho da diferença entre o mais e o segundo menos rápido dos 208 Rally4 a cumprir o traçado, já que o rookie Renato Pita e Luís Boiça viram-se brindados por dois minutos de penalização, por avanço num controlo horário.

CLASSIFICAÇÃO GERAL (APÓS SS1 COIMBRA)

1.º Hugo Lopes (1.º Junior) / Tiago Neves, 3m02,2s; 2.º Óscar Palomo (2.º Júnior, ex-aequo) / Javier “Xavi” Moreno, a 0,1s; 3.º lago Gabeiras (2.º Júnior, ex-aequo) / Alejandro “Jandrin” Lopez, a 0,1s; 4.º Diego Ruiloba (4.º Júnior) / Andrés Blanco, a 0,7s; 5.º José Loureiro / Valter Cardoso, a 1,1s; 6.º Roberto Blach (5.º Júnior) / Mauro Barreiro, a 1,1s; 7.º Raul Hernandez (6.º Junior) / Alberto Chamorro, a 5,8s; 8.º Ricardo Sousa / Luís Marques, a 9,1s; 9.º Paulo Roque / Tiago Teixeira, a 9,7s; 10.º Ernesto Cunha / Rui Raimundo, a 10,8s; 11.º Luís Morais / Helena Maia, a 18,5s; 12.º Andres Marieyhara / Ariday Bonilla, a 31,9s; 13.º Renato Pita / Luís Boiça, a 2m23,7s. Não alinhou: Delbin García (Júnior) / Diego Cruz.

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