Hélder Silva lidera primeiro dia em Santa Marta

Aos comandos do BRC BR 53, o piloto preparador esteve mais forte, dando assim continuidade ao momento forte que está a atravessar e que o fez vencer na prova anterior. Parte para o dia decisivo como favorito a vencer a sexta edição da Rampa de Santa Marta.

(auto.look2010@gmail.com)

César Alonso

Bom tempo e muito público emolduraram este primeiro dia da 6.ª edição da Rampa de Santa Marta, onde participam 56 concorrentes – um novo recorde do ano para o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group – que enfrentaram o desafiante traçado de 3,200 metros desta quinta prova da temporada.

Quatro subidas estavam no programa competitivo, com três delas a serem referentes às diversas fases de treino, ficando guardada para o fecho da jornada a 1.ª subida oficial de prova. Depois de não ter sido o mais rápido apenas numa das subidas de treinos, Hélder Silva foi o mais forte na subida a “doer”, registando a marca de 1m47,742s, à média de 106.92 Km/h, estabelecendo uma fasquia alta para a concorrência que terá de superar para o derrotar na batalha decisiva de domingo.

Nuno Guimarães

Quem mais perto rodou dele foi Cesar Alonso. Munido da nova barchetta PA 21 JRB da Osella, Alonso logrou suplantar os restantes protótipos e termina num justo 2.º lugar, a 1,1 segundos de Hélder Silva. Tudo indica que o espanhol ainda não atirou “a toalha ao chão”.

José Correia (Osella PA2000 EVO 2) é 3.º na divisão Protótipos A, num dia agridoce para o campeão nacional absoluto e título que, em termos absolutos, não logrou melhor do que o 5º lugar.

Na Divisão Protótipos B dois destaques. Um para a extraordinária exibição de Nuno Guimarães. O “Capitão da Montanha” esteve imparável e com o seu SilverCar S2 fez figura de protagonista principal, conseguindo sempre os melhores tempos durante as subidas de treinos, enquanto o seu colega de equipa, António Rodrigues, teve alguns problemas, incluindo uma ligeira saída de pista numa das subidas de treinos, devido a problemas de travões no BRC CM O5 EVO.

Vítor Pascoal

Mas na subida de prova, a “Bala do Douro” esteve ao nível a que nos habituou e acabou por ser o mais rápido da divisão, ainda que por escassas cinco décimas de segundo em relação a Nuno Guimarães, almejando ainda colocar-se no pódio absoluto provisório, a 3,3 segundos do líder Hélder Silva.

Joaquim Rino, muito regular no BRC CM 05 EV da Articimentos, está no 3.º posto entre os Protótipos B. Entretanto nos GT foi um duelo, como sempre, à décima entre Vítor Pascoal e Pedro Marques, nos dois Porsche 991 GT3 CUP, com primazia repartida durante as subidas de treino.

Na subida oficial de prova, Vítor Pascoal realizou um tempo incrível, enquanto um problema fez Marques perder muito tempo e terminar o dia a 31 segundos do seu rival, o que o obriga a partir à procura do prejuízo na jornada de domingo, nas duas subidas oficiais que o pelotão ainda tem pela frente.

Luís Nunes

Luís Nunes continua a dominar nas lides dos Turismos. O “Foguete de Valpaços” fez bom uso do seu Ford Fiesta ST R5+ – “nascido” nas oficinas de Malcolm Wilson e preparado pela ARC – e foi sempre o mais rápido da Categoria e da Divisão Turismos 2. Terminou este primeiro dia com uma excelente subida oficial de prova, com um tempo dentro do top sete absoluto, terminando na divisão com uma vantagem de 9,2s sobre Daniela Marques, no seu Impreza 4WD.

Na Divisão Turismos 2, Joaquim Teixeira e Luís Silva entregaram-se a um duelo sem tréguas pela primazia. Nos treinos Teixeira foi o mais rápido no seu Cupra TCR numa das subidas, Silva respondeu com o seu BMW M3, vencendo as outras duas, mas no “momento da verdade”, durante a 1.ª subida oficial de prova, o piloto da JT59 Racing Team/Bompiso “voou” rampa acima e foi 4 décimas mais rápido que o famalicense. No pódio provisório da divisão ficou ainda Manuel Rocha e Sousa (Cupra TCR) muito regular ao longo das quatro subidas do dia. Quedou-se a 8,3 segundos de Joaquim Teixeira.

Sérgio Nogueira

Na Divisão Turismos 3 o primeiro dia confirmou o já tradicional duelo entre Sérgio Nogueira e Parcídio Summavielle. Nas subidas de treino, ora venceu um, ora venceu o outro. O piloto de Fafe ainda enfrentou um susto com a corrente do alternador do Renault Clio RS, mas chegaram os dois em igualdade de circunstâncias à única subida oficial de prova. E aí Nogueira, também em Clio RS, foi o mais forte com um avanço de meio segundo sobre Summavielle. Noutro Clio RS Carlos Silva colocou-se no terceiro posto, a 3,2s do mais rápido.

Menos sorte teve Alberto Pereira, que devido aos problemas mecânicos no Honda Civic Type R não pôde estar na luta por um lugar no pódio. Ele que chegou mesmo a ser o mais rápido numa das subidas de treinos.

Quanto à Taça de Portugal de Kartcross de Montanha, o destaque vai o recorde de inscritos de participantes neste primeiro ano. Mas como de costume, Nelson Andrade esteve intratável no andamento que coloca no seu AG 1000. O “Furacão da Madeira” está mais focado no top 10 absoluto já em relação aos outros concorrentes de Kartcross tem já um grande avanço na conclusão desta primeira jornada. Rodou 3,7 segundos mais rápido do que Márcio Araújo, noutro AG 1000, enquanto a terceira posição provisória foi para António Gonçalves, que no seu AG Suzuki ficou já a 11,7s de Nelson Andrade. Na geral da prova, foi simplesmente o nono mais rápido!

No Campeonato de Portugal Legends de Montanha assistimos a um “golpe de teatro” na subida oficial de prova de hoje. Manuel Pereira, que tinha dominado as subidas de treinos com o seu Mitsubishi Evo VI, viu um problema mecânico forçá-lo a parar logo no arranque, ficando assim impedido de registar um tempo, o que o condiciona a fazer dois tempos nas duas subidas oficiais agendadas para domingo.

Com tudo isto, José Carlos Magalhães, no BMW M3 Compact da MNE Sport, “puxou dos galões” – apesar de ter também enfrentado alguns problemas – e foi o mais forte. Terminou o dia no comando, com 1,2s de vantagem sobre Gonçalo Janeira, em Citroën AX GTi. O pódio provisório completa-se com Renato Piairo, em Toyota Carina E, que ficou a 2,5 segundos de Magalhães.

No Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha houve também um momento de “frisson”, já que antes da partida para a primeira subida oficial de prova Fernando Salgueiro, viu um dos travões do seu Ford Escort MK II falhar. E já nem sequer arrancou.

Mas que quem dominou este primeiro dia foi Flávio Saínhas, que no “diabo amarelo” – o seu Ford Escort MKI – foi o mais rápido na maioria das subidas, incluindo naquela que “mais interessava”. Superou por 0,6 segundos Ricardo Loureiro, o campeão de 2019, segundo melhor no Ford Escort MKII do Caramulo Racing Team, sempre muito consistente ao longo da jornada. Fechou este top três provisório Luís Moutinho, em Ford Escort MKI, a 4,7 segundos de Saínhas.

Armando Freitas pura e simplesmente “pulverizou” todos os tempos ao nível da TPM 1300, quer nas três subidas de treinos, quer na de prova, onde ombreou sobretudo com concorrentes em carros de cilindradas e potências superiores. Foi o mais rápido com 6 segundos exatos de vantagem sobre Francisco Milheiro, o líder da tabela pontual, que conseguiu colocar o seu Peugeot 106 na segunda posição. João Diogo Santos, no Fiat Punto 85 Sport, completou o pódio provisório após a primeira subida oficial, a 10,3 de Freitas.

Destaque pela negativa para os problemas mecânicos no Citroën AX Sport de Tiago Santos, que era um dos candidatos ao pódio, mas que nem sequer conseguiu alinhar na única subida de prova realizada este sábado.

Na Taça de Portugal Clássicos 1300, domínio colossal de Eva Laranjeira. Quatro subidas, “warm-up”, treinos e a primeira de prova, onde a piloto de Setúbal foi sempre a mais rápida aos comandos do Peugeot 205 Rally da MNE Sport, acabando por bater por 9,6s José Pedro Figueiredo, o segundo melhor ao volante de um Datsun 1200. Domingos Fernandes, no Autobianchi A112, foi terceiro, a 29,2s da líder da competição.

O programa competitivo para este domingo da 6.ª Rampa de Santa Marta começará pelas 9h30, com mais um “warm up” a abrir as “hostilidades” competitivas, com este segundo e decisivo dia a incluir ainda mais uma subida oficial de treinos antes das duas subidas de prova finais.

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