Hamilton e Verstappen reencontram-se no Qatar

Palco da prova de abertura do Campeonato de MotoGP nos últimos anos, o Circuito do Losail, no Qatar, recebe, pela primeira vez, uma corrida de Fórmula 1, numa altura em que o campeonato está ao rubro, depois da vitória do inglês Lewis Hamilton (Mercedes), no Brasil.

(auto.look2010@gmail.com)

A prova do Qatar fecha mais um ciclo de três fins-de-semana consecutivos de corridas, com a caravana a viajar do México, para o Brasil e do Brasil para o Médio Oriente, algo que as equipas não querem mas que aceitaram que se repita em 2022.

Como consequência do triunfo em São Paulo, onde arrancou para a corrida “Sprint”, que definiu a grelha de partida para o GP, na última posição da grelha, e depois de décimo, por ter sido penalizado por ter trocado elementos da unidade motriz, Lewis Hamilton reduziu para 14 pontos o atraso em relação ao neerlandês Max Verstappen (Red Bull/Honda) o que deixa tudo em aberto para as três corridas que faltam.

Foi uma vitória conquistada no “braço”, com uma ultrapassagem impecável, depois uma primeira tentativa travada pelo seu opositor de forma demasiado agressiva, que levou os dois carros a saírem da pista, felizmente, sem consequências, para a partir daí, Lewis Hamilton “voar” para o sexto triunfo da temporada, 101.º da carreira.

Por via disso, Lewis Hamilton chega ao Qatar convicto que a revalidação do título é possível e tudo indica que aquele que melhorar se adaptar ao traçado qatari, onde faltam referências, pode levar vantagem.

Se a luta pelo título de pilotos está ao rubro, o mesmo sucede no que diz respeito ao título de Construtores, com Mercedes e Red Bull separadas por 11 pontos, o que torna interessante o duelo entre o finlandês Valtteri Bottas (Mercedes) e o mexicano Sergio Perez (Red Bull/Honda).

Aquele que conseguir superar o seu opositor a contribuir com preciosos pontos para as contas da equipa e a poder pensar no terceiro degrau do pódio final, já que estão separados por 25 pontos.

Se a luta pelos títulos é intensa, a Ferrari parece ter decidido a seu favor o terceiro lugar do “Mundial” de Construtores ao garantir, nas últimas corridas, uma vantagem de 31,5 pontos sobre a McLaren, depois da equipa de Woking ter dado a sensação, na primeira fase da temporada, que seria ela a acompanhar Mercedes e Red Bull no pódio final.

Só que o trabalho desenvolvido em Maranello permitiu ao monegasco Charles Leclerc (Ferrari) e ao espanhol Carlos Sainz (Ferrari) somar pontos e tornarem-se nos melhores “dos outros”, uma vez que desde cedo o fosso cavado por Mercedes e Red Bull foi enorme.

O inglês Lando Norris (McLaren/Mercedes) e o australiano Daniel Riccardo (McLaren/Mercedes), um dos poucos que ganhou (Minza) sem ser piloto da Mercedes ou da Red Bull, bem tem tentado resistir ao ataque da marca italiana, mas deixaram de ter argumentos para o fazer e tudo aponta para que seja a Ferrari a fechar o pódio dos construtores.

Intensa vai ser, também, a luta entre os pilotos da Alpine/Renault, o espanhol Fernando Alonso e o francês Esteban Ocon, e da Alpha Tauri/Honda, o francês Pierre Gasly e o japonês Yuki Tsunoda, uma vez que as duas equipas chegam ao Qatar empatadas no sexto lugar do campeonato e ser quinto ou sexto faz diferença em termos de prémio monetário a receber.

Por isso, teremos aqui mais marcações “homem a homem”, com muitas contas a serem feitas no muro das “boxes”. Por tudo isto, a estreia da F1 em Losail, numa corrida nocturna, promete ser emocionante

PILOTOS PARA A TEMPORADA DE 2022

Com a Alfa Romeo a confirmar o chinês Guanyu Zhou como companheiro do finlandês Valtteri Bottas ficou definido o lote de pilotos que vai participar no “Mundial” de 2022, havendo poucas alterações.

As maiores aconteceram na marca de Arese que substituiu o finlandês Kimi Raikkonen e o italiano Antonio Giovinazzi, por Guanyu Zhou e Valtteri Bottas, com o finlandês da Mercedes a ser rendido pelo inglês George Russell, como companheiro de equipa de Lewis Hamilton, que é rendido na Williams pelo anglo-tailandês Alexander Albon, que volta à Fórmula 1, depois de uma ano de ausência das pistas, mas em que esteve a trabalhar no simulador.

CLASSIFICAÇÕES DOS “MUNDIAIS”

PILOTOS – 1.º, Max Verstappen, 332,5 pontos; 2.º, Lewis Hamilton, 318,5; 3.º, Valtteri Bottas, 203; 4.º Sérgio Perez, 178; 5.º, Lando Norris, 151; 6.º, Charles Leclerc, 148; 7.º, Carlos Sainz, 139,5; 8.º, Daniel Ricciardo, 105; 9.º, Pierre Gasly, 92; 10.º, Fernando Alonso, 62; 11.º, Esteban Ocon, 50; 12.º, Sebastian Vettel, 42; 13.º, Lance Stroll, 26; 14.º, Yuki Tsunoda, 20; 15.º, George Russell, 16; 16.º, Kimi Raikkonen, 10; 17.º, Nicholas Latifi, 7; 18.º, Antonio Giovinazzi, 1

CONSTRUTORES – 1.º, Mercedes-AMG Petronas F1 Team, 521,5 pontos; 2.º, Red Bull Racing Honda, 510,5; 3.º, Scuderia Ferrari Mission Winnow, 287,5; 4.º, McLaren F1 Team, 256; 5.º, Alpine Renault, 112; 6.º, Scuderia Alpha Tauri Honda, 112; 7.º, Aston Martin Cognizant F1 Team, 68; 8.º, Williams Mercedes, 23; 9.º, Alfa Romeo Racing Ferrari, 11.

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