Guarda Racing Days está a extasiar o público

Os motores, os cavalos debaixo dos capot, as rodas, a azáfama dentro e fora de pista. O telemóvel a dar superpoderes aos dedos. As novas tecnologias. Tudo isto é feitiço, mas a magia e o encantamento está a ser oferecido pelo Clube Escape Livre. O Guarda Racing Days é de quem participa e de quem olha. Numa escala “de 1 a 10, dou 100”, deixou claro Luís Lopes.

CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt)

A cidade mais alta de Portugal está nas “bocas do Mundo” com a realização do Guarda Racing Days e os egitanienses não estão a desperdiçar a presente do Clube Escape Livre. Com os pilotos e as máquinas a “lutarem” freneticamente contra o cronómetro num traçado “edificado de raiz” junto ao Hotel Vanguarda, a pista também adquiriu uma moldura humana constituída por crianças, jovens e adultos.

E tudo para assistir ao vivo às proezas e imprevistos dos “monstros sagrados” dos “manipuladores” do volante que coadjuvaram a aquecer ainda mais o ambiente e a realçar as emoções. Entusiastas ou, simplesmente, curiosos, não quiseram perder pitada da agitação constante proveniente da pista mista de asfalto e terra.

Colocado estrategicamente no traçado, o público mostrou-se estimulado com a heróica missão dos pilotos intervenientes. Tudo serviu para bater palmas. Aos mais audazes, aos mais lestos, aos mais lentos, às saídas mais aparatosas e ao comportamento exemplar do Clube Escape Livre pela forma como colocou de pé um evento com estas características singulares.

Com o centro operacional montado no Hotel Vanguarda, O Guarda Racing Days não poderia ter palavras mais elogiosas do que aquelas que AUTOLOOK.PT ouviu. À saída da unidade hoteleira, Ricardo Madeira mostrou-se empolgado com a movimentação do evento.

«Sinceramente não estava nada à espera de tanta agitação. Apesar de não ser uma pessoa dada a carros, mas como é algo novo na Guarda, vim ver e, sinceramente, estou agradado com este cenário», sublinhou o jovem de 17 anos de idade.

Promovido numa região importante pelo enorme número de pilotos e equipas com tradições nos desportos motorizados, em quatro ou duas rodas, o O Guarda Racing Days é, na opinião de Ricardo Madeira, «uma mais-valia para a cidade». «Além de atrair muita gente à Guarda, não é costume ver-se tantos pilotos de renome, muitos dos quais campeões nacionais», adiantou o jovem natural da Guarda, sustentando que ouviu «alguém falar que na cidade pode nascer um circuito para carros e motos pela mão do Clube Escape Livre, o que seria, também, uma mais-valia para a região».

Esta “ensaio” levado a cabo pelo Clube Escape Livre não deixou ninguém indiferente. Resultando num aumento enorme do número de espectadores no traçado, António Martinho, também natural da Guarda, disse que estava «agradado substancialmente», com o evento.

«Não sabia desta iniciativa. É uma coincidência. Estava a passar aqui e deparei-me com uma grande moldura humana e, naturalmente que estou encantado porque, sinceramente, gosto de automóveis», começou por referir este profissional de seguros de 66 anos de idade.

«Mas não sabia desta acção porque tenho estado adoentado e muito dentro de casa, mas estou feliz pelos mais diversos motivos. Primeiro porque trás benefícios para a cidade e o Clube Escape Livre tem sido um enorme embaixador da Guarda e, na pessoa de Luís Celínio, os meus sinceros parabéns. Em segundo é motivo de regozijo por haver mais movimento para a cidade e natural pretexto para regressar aqui amanhã», acentuou António Martinho.

Encantada estava, também, Edite Monteiro, fazendo questão de sublinhar que estava «encantada». «Sabia da realização deste evento, porque foi amplamente anunciado pelas mais diversas formas e, francamente, sinto uma enorme emoção, não só porque é muito bom para a cidade, como produz um efeito catalisador de aproximar ainda mais as pessoas», asseverou.

«Não tenho qualquer problema e assinalar que o Clube Escape Livre é um bom embaixador para a Guarda, pelo que faz e promove, e só espero, naturalmente, que esta iniciativa possa continuar nos próximos anos», atestou Edite Monteiro, auxiliar numa Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS).

Como a economia do conhecimento é a alavanca da riqueza, Fausto Monteiro, de 55 anos, diz que «a paixão pelos automóveis falou mais alto, razão pela qual estou aqui com amigos e esposa (Edite Monteiro)».

«Concordo plenamente que os eventos, e este em articular, é muito bom para a cidade. Trás gente, gera a economia local e, a cidade e região, é que saem a ganhar. Esta é, sem margem para dúvida, uma boa filosofia porque ajuda a Guarda a estar também no topo por outros motivos, também fruto do brilhante trabalho executado pelo Clube Escape Livre», adiantou Fausto Monteiro, pintor de automóveis.

Atrás de um grande pintor de automóveis há sempre um grande bate chapas. Os olhos de Luís Lopes brilhavam de exaltação. A razão de tanta exaltação? É fácil de elucidar: «Os automóveis são a minha paixão. Hoje estou aposentado, mas já fiz muitas provas de perícia, nomeadamente na Guarda, Campo de Besteiros, Soito, Figueira de Castelo Rodrigo, entre muitos outros», afirmou.

«O Clube Escape Livre está de parabéns. Está aqui um evento excelente e de elevada qualidade. Numa escala de 1 a 10, dou 100», frisou Luís Lopes com os seus “altos” 68 anos de idade, esclarecendo que amanhã, domingo, volta a integrar o numeroso público «o qual respondeu positivamente, porque houve a preocupação da organização difundir o evento por muitos meios».

Refira-se que o Clube Escape Livre conta com a colaboração de várias dezenas de elementos operacionais, desde as forças de segurança que controlaram o trânsito, aos acessos à pista e manter a ordem, aos operacionais dos Bombeiros, entre muitas outras.

Exemplares têm sido os espectadores que posicionam-se nas zonas criadas especificamente para o efeito de modo a que possam assistir à passagem das viaturas na máxima segurança.

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