Grupo de Coimbra pronto para o Maroc Challenge

 Cláudio Calhau, Miguel Barreto, Ricardo Ferrão e Rui Silvestre vão estar, na primeira quinzena de Dezembro, em Marrocos, para contar uma só história a partir do centro de reinados e dinastias. Este grupo de amigos de Coimbra está preparado para participar no raid Maroc Challenge, integrando, ao mesmo tempo, uma expedição de cariz solidária no país a norte de África e o mais europeu de sempre.

CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt)

O quarteto de Coimbra está de malas aviadas para Marrocos. Ainda faltam sete meses para Cláudio Calhau, Miguel Barreto, Ricardo Ferrão e Rui Silvestre partirem para aquele país africano de heranças milenares, em que a atracção turística dará lugar ao confronto desportivo, com o mítico raid Maroc Challenge, bem como uma expedição solidária par com as crianças marroquinas mais desfavorecidas.

O raid Maroc Challenge, que se deveria disputar entre 3 e 11 de Abril e que cruzaria o reino Alauita, de norte a sul e de este a oeste, foi adiado para a primeira quinzena de Dezembro devido à propagação do coronavírus Covid-19.

Refira-se que Maroc Challenge desenvolve-se num formato desportivo, competitivo e aventura, com cerca de duas centenas de inscritos empenhados em entranhar-se em peripécias ao longo de mais de 2.000 quilómetros. São imensos encantos ocultos que o quarteto de Coimbra pretende explorar, cruzando montanhas, vales e desertos.

Naquela que é a prova africana com o maior número de participantes, a solidariedade também vai estar presente, com o grupo de Coimbra a estabelecer preciosos objectivos que passam por distribuir material escolar pelas escolas primárias marroquinas.

Cláudio Calhau, Miguel Barreto, Ricardo Ferrão e Rui Silvestre partem assim à descoberta de Marrocos divididos por dois jipes 4×4 numa viagem inesquecível. A diversidade da paisagem conquista quem quer que seja, razão pela qual a Maroc Challenge seja pioneira na utilização de tecnologia e redes sociais.

De facto, esta vertente tecnológica facilita o acompanhamento da prova, permitindo a localização de cada equipa, em tempo real, bem como a partilha de mensagens, comentários, fotos e vídeos com os cerca de 60.000 utilizadores. Maroc Challenge é, também, um raid que agrega várias nacionalidades, desde portugueses a espanhóis, passando por franceses, britânicos, italianos, entre outros.

Jipes 4×4 há muitos, mas poucos são capazes de enfrentar a dureza desta expedição de todo-o-terreno puro e duro, onde todos os sentidos se apuram, para que, no regresso, o quarteto desvenda, debaixo de enorme motivação, 1001 histórias e aventuras reunidas no imperial país marroquino.

Com o dirham (moeda marroquina) a passar de mão em mão, as ofertas de artesanato é motivo para perder a cabeça na hora de negociar. Dos tapetes feitos à mão até à marroquinaria, passando pelas jóias e pela cerâmica. Tudo isto tem, forçosamente, de ser regateado até à “exaustão”. Ou seja, tudo bem regateado ao melhor estilo magrebino.

Já a ementa, recheada de pecados gastronómicos, que inclui chá, e os célebres tagines e couscous, são a vitamina para encarar o Atlas, o deserto e as suas dunas, em que a paisagem está sempre a mudar: montanhas e encostas verdejantes, sobressaindo ainda os planaltos, barragens, desfiladeiros, ravinas, campos agrícolas e palmeiras a perder de vista.

Mas é no deserto do Saara que Cláudio Calhau, Miguel Barreto, Ricardo Ferrão e Rui Silvestre vão ter mais tempo para tornar esta expedição um “passeio” memorável e um sonho tornado realidade, em que não vai faltar camelo a deambular nas dunas que pernoita junto a acampamento nómadas.

Com o estado de emergência a dar lugar ao estado de calamidade, face ao surto de Covid-19, detectado em Dezembro, na China, resta agora esperar pelo inevitável regresso à normalidade. Falta, por isso, sete meses para os ousados conimbricenses “descobrirem” Marrocos no âmbito do mítico raid Maroc Challenge, selado com o cunho solidário.

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