Grande Prémio de F1 fez história em Portugal

Hoje fez-se história no automobilismo português. 24 anos depois, o país voltou a receber a Fórmula 1 Heineken Grande Prémio de Portugal. Os holofotes estiveram virados para o Autódromo Internacional do Algarve e a cidade de Portimão.

(auto.look2010@gmail.com)

Foram três dias de muita competição mas também emoção. No final, a história fez-se com Lewis Hamilton no lugar mais alto do pódio. Portugal, no entanto, foi tão importante como o vencedor, pelo simples facto de colocar em pista este magnifico evento de cariz mundial.

Ni Amorim, presidente da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) e grande impulsionador do regresso da Fórmula 1 Heineken Grande Prémio de Portugal, não escondia a satisfação por tão nobre feito.

«Conseguimos o que nos propusemos quando, no início da pandemia, sugerimos à Federação Internacional do Automóvel (FIA) a possibilidade de receber ama jornada de Fórmula 1. Este fim-de-semana foi um sonho que tornou-se realidade, sobretudo depois de longos meses de trabalho. Ver o Grande Prémio de Portugal acontecer foi um enorme alívio e uma grande satisfação. Foi uma missão cumprida por toda a Direcção da FPAK», referiu o timoneiro da estrutura federativa em comunicado.

«Desportivamente a prova foi um sucesso. Pilotos e equipas teceram largos elogios à pista e à organização, o que nos deixa extremamente satisfeitos. Não podemos esquecer que todo este “Grande Circo” foi montado num curto espaço de tempo. O presidente da FIA, Jean Todt, também ficou muito bem impressionado com a pista, com as infra-estruturas e com a envolvência. A Fórmula 1 Heineken Grande Prémio de Portugal aconteceu num período difícil para todos, com medidas muito especificas, elogiadas por muitos e criticadas por tantos outros», sublinhou o presidente da FPAK.

«Houve coisas que correram muito bem e outras que precisam de ser melhoradas, mas isso é normal e faz parte de todo o processo. Saio de Portimão com o dever de missão cumprida e ciente que estamos no bom caminho para fazermos parte do calendário da Fórmula 1. Acredito que não foi uma participação esporádica, sendo certo que vamos ter de trilhar todo um caminho, mas o que foi feito este fim-de-semana foi sublime. Todos os que estiveram envolvidos na organização estão de parabéns, pois sem eles o sucesso não teria sido possível. O meu muito obrigado», sustentou Ni Amorim.

Relativamente à partida inesperada de Claudino Romeiro, disse que «custa a acreditar que, uma das pessoas que mais entendia de desporto automóvel em Portugal partiu». «Era um amigo recente por quem tinha grande admiração e respeito. Sei que era recíproco. O Claudino (Ni) Romeiro vai fazer muita falta ao nosso desporto. Desejo os mais sentidos pêsames a toda a família e que descanse em paz», concluiu Ni Amorim.

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