GP do Azerbeijão: onde a Ferrari nunca venceu

As ruas de Baku, capital ao Azerbeijão, recebem a primeira prova da temporada europeia de Fórmula 1, que vai prolongar-se até Setembro, interrompida, apenas para um pulo ao Canadá em Junho.

PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)

É a quarta presença da Fórmula 1 no traçado azeri, que passou a integrar o calendário em 2016, como GP da Europa, para a partir de 2017 assumir a designação de GP do Azerbeijão, com as três corridas a terem outros tantos vencedores – Nico Rosberg (Mercedes), em 2016, Daniel Ricciardo (Red Bull), em 2017, e Lewis Hamilton (Mercedes), em 2018 – e com a Ferrari à procura do primeiro triunfo em Baku.

Para trás ficaram as três primeiras corridas da temporada dominadas pela Mercedes, que averbou outras tantas “dobradinhas”, com a Ferrari a ficar muito longe daquilo que, antes do começo do campeonato, prometia.

Na realidade esperava-se um duelo entre a Ferrari e a Mercedes, mas a marca alemã tem tirado partido dos erros dos seus adversários para somar triunfos, deixando nuvens negras pairarem sobre Maranello, que precisa de reencontrar a competitividade revelado nos testes de Barcelona.

Mas o traçado de Baku, com a sua longa recta, pode ser favorável aos carros vermelhos, que têm mostrado ser os que dispõem de maior velocidade de ponta, restando saber se, tal como sucedeu em Xangai, o muro das “boxes” vai determinar a ordem dos pilotos, uma vez que, quando não é “travado”, o monegasco Charles Leclerc, tem-se superiorizado ao alemão Sebastian Vettel, o que não tem sido bem aceite pelo piloto teutónico.

Consciente da necessidade de inverter a tendência dos resultados, a Ferrari vai surgir em Baku, com algumas evoluções, com o objectivo de concretizar a interrupção do domínio da Mercedes.

Para a Mercedes, que chega a Baku, instalada, de forma cómoda, no comando dos dois campeonatos, a ausência de pressão, por tudo quanto ficou para trás, pode contribuir para um fim-de-semana tranquilo da equipa de Barckley, que deverá voltar a apostar no erro do adversário para continuar a dominar a temporada.

Para já a vantagem é do inglês Lewis Hamilton (Mercedes), que soma duas vitórias (Bahrain e China) contra uma do finlandês Valtteri Bottas (Austrália), mas o finlandês tem mostrado uma competitividade pouco vista o ano passado e pode voltar a surpreender o seu colega de equipa, tanto mais que na Mercedes não há, pelo menos por enquanto, ordens de equipa.

A Red Bull tentará, como tem sucedido, aproveitar os erros da dupla italo-germânica para chegar ao pódio, com o francês Pierre Gasly a entrar com a moral em alta, depois de ter sido sexto, o melhor resultado do ano, e de ter arrecadado o ponto atribuído ao autor da volta mais rápida na China, numa altura em que começava a ser posta em causa a sua capacidade de responder às expectativas que tinha gerado.

Por sua vez, o holandês Max Verstappen vai procurar segurar o terceiro lugar que ocupa no campeonato e chegar à primeira vitória da temporada, num traçado onde o menor erro é pago com um contacto com os muros.

A luta pela vitória no segundo pelotão tem sido intensa, com Alfa Romeo e Renault a chegarem a Baku empatadas no quarto lugar, com o finlandês Kimi Raikkonen a ser uma homem de ponta da marca italiana, enquanto a marca francesa pode contar com o australiano Daniel Ricciardo e o alemão Nico Hulkenberg para superar os seus mais directos adversários, porque o italiano Antonio Giovinazzi tem ficado longe do veterano finlandês, seu colega de equipa.

Entretanto, a Williams, que rodou nas últimas posições, quer nos treinos, quer nas qualificações, quer nas corridas, pode estar a caminho de ser adquirida pelo russo Dmitry Mazepin, pai de Nikita Mazepin, piloto que compete na F2.

Se tal aquisição se concretizar, a equipa criada por Frank Williams, e que já foi uma das dominadoras da F1, pode conseguir reunir condições para evoluir e regressar aos resultados do passado.

CLASSIFICAÇÕES DOS “MUNDIAIS”

PILOTOS – 1.º Lewis Hamilton, 68 pontos; 2.º Valtteri Bottas, 62; 3.º Max Verstappen, 39; 4.º Sebastian Vettel, 37; 5.º Charles Leclerc, 36; 6.º Pierre Gasly, 13; 7.º Kimi Raikkonen, 12; 8.º Kevin Magnussen, 8; 9.º Lando Norris, 8; 10.º Nico Hulkenberg, 6; 11.º Daniel Ricciardo, 6; 12.º Sergio Perez, 5; 13.º Alexander Albon, 3; 14.º Lance Stroll, 2; 15.º Daniil Kvyat, 1

CONSTRUTORES – 1.º Mercedes AMG Petronas Motorsport, 130 pontos; 2.º Scuderia Ferrari, 73; 3.º Aston Martin Red Bull Racing, 52; 4.º Alfa Romeo Racing, 12; 5.º Renault F1 Team, 12; 6.º McLaren F1 Team, 8; 7.º Rich Energy Haas F1 Team, 8; 8.º SportPesa Racing Point F1 Team, 7; 9.º Red Bull Toro Rosso Honda, 4

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