Góis Moto Clube em várias frentes em Portalegre

A equipa de Todo-o-Terreno do Góis Moto Clube voltou a responder cabalmente na Baja Portalegre 500, prova rainha do campeonato nacional da especialidade, com Luís Pimenta, José Alvoeiro, Francisco Alvoeiro e Daniel Jordão.

CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt) – Fotos: JOÃO DA FRANCA

Luís Pimenta (Suzuki LTR)

No melhor pano sobressai o requinte e, no cair do pano da Baja Portalegre 500, o Góis Moto Clube também sobressaiu, com um leque de pilotos que fizeram jus ao seu nome. Nos quads, coube a Luís Pimenta a responsabilidade de defender as cores do clube das margens do rio Ceira com a mestria que lhe é reconhecida. Com a posição no campeonato definida – terceiro lugar da geral –, o piloto de Vila Nova de Ceira não enjeitou a oportunidade de evidenciar os seus dotes de condução, e partiu para a prova do Automóvel Club de Portugal (ACP) com o intuito de lutar pelo triunfo.

 

José Alvoeiro (Honda XR) e e Francisco Alvoeiro (KTM EXC)

Estava dado o mote para uma prova dinâmica face ao objectivo proposto, mas também sem sobressaltos, até porque já estava determinada a classificação em termos de campeonato, pelo que acelerar era a estratégia planeada. No entanto, Luís Pimenta viu-se traído pela mecânica da Suzuki LTR a sensivelmente a meio do terceiro sector selectivo e, a partir dai, o rendimento do seu quad nunca foi o mesmo.

Apesar de todos os esforços e face à perda de potência na Suzuki LTR, o piloto do Góis Moto Clube teve de suar as estopinhas para alcançar a Herdade das Coutadas, em Portalegre, terminando na oitava posição da classificação geral, o que traduz na perfeição a abnegação imposta.

Daniel Jordão (Yamaha WR 450)

Por seu turno, José Alvoeiro e Francisco Alvoeiro, pai e filho, também alinharam na prova alentejana, mas com o intuito puro de divertimento. José Alvoeiro, que já não competia desde 2016 na sequência de uma grave lesão que o levou ao bloco operatório, foi “examinado minuciosamente” pelo filho que, a determinada altura, lançou-lhe o repto de o acompanhar nesta aventura da Baja Portalegre 500, naquela que seria o seu baptismo como participante.

Perante o pedido do filho, que manifestou correr na prova que o pai alinhou, pela primeira vez, em 1998, aos comandos de uma Honda XR, José Alvoeiro acabou por resignar-se. Como também é uma das suas provas preferias, aceitou o desafio lançado por Francisco Alvoeiro e tomar o caminho de Portalegre, depois de ter caminhado até ao baú para resgatar a sua Honda XR.

Puro divertimento para pai e filho que, com as cores do Góis Moto Clube, alinharam na Baja Portalegre 500. José Alvoeiro tomou o pulso na competição na classe de motos antigas e, Francisco Alvoeiro, na categoria hobby. Apesar de afastado da competição desde 2016, o piloto de Celavisa (Arganil), puxou dos “galões” e, como “velhos são os trapos”, venceu com categoria a classe. Já o filho, que realizou um sonho de adolescente ou, quiçá, de criança, teve na Baja Portalegre 500 a sua estreia em raides, até nem se portou nada mal. Apesar da sua menos experiência, até porque tem apenas 19 anos, progrediu de tal forma que terminou esta odisseia a meio da tabela (39), num universo de mais de 70 participantes, aos comandos de uma KTM EXC.

Concluída mais esta etapa, as palavras são de agradecimento às suas assistências, pois em Portalegre foram entregues aos cuidados de quem sabe para conseguirem chegar a tempo aos pontos de abastecimento, assim como um agradecimento a Carlos Psicológico, que foi a “sede de campanha” durante toda a Baja Portalegre 500, com saborosos retemperadores de energia, ou seja, comidas e bebidas.

Mas houve outros motivos de festa na Baja Portalegre 500, já que em jogo estava também o Campeonato Nacional absoluto de Todo-o-Terreno e, Daniel Jordão (Yamaha WR 450) levou a melhor, ao terminar em quinto. Líder da classificação à partida para a Baja Portalgre 500, o piloto da Figueira da Foz apoiado pelo Góis Moto Clube, não deixou os créditos por mãos alheias e garantiu a coroa.

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