Gasolina contaminada com água gera celeuma

O abandono de Andrew Short no Rali Dakar está a suscitar enorme alarido no bivouac, muito por culpa do combustível adulterado fornecido pela organização, No depósito da Yamaha WR450F Rally foi colocado em água misturada com gasolina na etapa que ligou Bisha a Wadi Ad-Dawasir. Outros pilotos já tomaram partido desta situação anómala…

(auto.look2010@gmail.com)

Nos últimos dias, tem levantado celeuma dentro do bivouac da 43.ª edição do Dakar relativamente a um problema com o combustível fornecido pela organização, na segunda etapa. A equipa Monster Energy Yamaha Rally Official Team acusou mesmo a organização da prova de ser a responsável pelo abandono do piloto norte-americano Andrew Short, no decurso da segunda etapa, ao abastecer a moto do piloto com gasolina contaminada com água.

O antigo piloto de motocross e supercross, de 38 anos, desistiu quando a sua moto sofreu uma avaria após o posto de reabastecimento, situado ao quilómetro 267 da especial de segunda-feira. Andrew Short foi o primeiro a dirigir-se ao abastecimento disponibilizado pela organização, mas outros pilotos sofreram do problema, que pode provocar avarias graves, como a rotura do motor.

Em comunicado, a Yamaha explicou que encontrou mais de dois litros de água nos depósitos da moto do seu piloto, num dia em que também o australiano Toby Price (KTM) se debateu com problemas com o combustível, ainda que menos graves. Ainda assim, suficientes para lhe custarem a perda de 32 minutos para o vencedor da etapa, o espanhol Joan Barreda (Honda).

Também o austríaco Mathias Walkner (KTM), outro dos favoritos, viu o sonho de repetir a vitória de 2018 ficar longe, ao ceder mais de duas horas com uma avaria. Alexandre Kowalski, director desportivo da Yamaha, sublinhou, em comunicado, que o abandono de Short «estava completamente fora do controlo» da equipa.

«Dado que a gasolina em mau estado foi providenciada pela organização, solicitámos à Federação Internacional de Motociclismo que congelasse os resultados no segundo controlo de passagem, o que permitiria ao Andrew continuar em prova, mas a proposta foi rejeitada», lê-se ainda.

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