Gaia leva Carlos Barbosa à barra do tribunal

O presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia classifica declarações do presidente do ACP como “indignas” e avança para tribunal. Carlos Barbosa manifestou na quarta-feira a intenção de afastar Vila Nova de Gaia de futuras edições do Rali de Portugal.

(auto.look2010@gmail.com)

O presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia classificou hoje as declarações do presidente do Automóvel Club de Portugal (ACP), Carlos Barbosa, sobre o Vodafone Rali de Portugal de «indignas» e revelou que o vai processar judicialmente.

«São declarações indignas de uma pessoa que ocupa o lugar que ele ocupa. Vamos defender o nome do município em tribunal. A única forma de desmentir este tipo de coisas é com papéis. O presidente do ACP não tem estatuto para difamar (…). Mas mais do que a questão da difamação, quero repor a verdade», disse o autarca, Eduardo Vítor Rodrigues.

O presidente do ACP manifestou na quarta-feira a intenção de afastar Vila Nova de Gaia de futuras edições do Vodafone Rali de Portugal, mostrando-se crítico à forma como a autarquia geriu o processo que levou ao cancelamento da super-especial urbana, que teria lugar naquele concelho, na sexta-feira, acusando mesmo o executivo municipal de «mentir».

 

«O presidente da Câmara de Gaia (Eduardo Rodrigues) e Guilherme Aguiar (vereador) são dois grandes mentirosos, porque prometeram, desde o início, que faziam a super-especial, com ou sem candidatura, e depois começaram a gaguejar. Vieram prejudicar altamente o rali no que toca à sua imagem internacional», afirmou Carlos Barbosa.

Eduardo Vítor Rodrigues considerou hoje «lamentável chegar a um ponto destes», apontando que ao longo deste processo manteve com os responsáveis da organização do Vodafone Rali de Portugal «uma relação tranquila», justificando a decisão de não realizar a super-especial em Gaia por «falta de resposta atempada» sobre a comparticipação financeira por parte da Turismo de Portugal.

«O município alinhou numa candidatura em Dezembro, uma candidatura que era conjunta e todos esperavam uma comparticipação do Turismo de Portugal, na linha do que tinha sido a tradição de anos anteriores. Três semanas antes do início da prova, o Turismo de Portugal não tinha dado resposta», descreveu o autarca socialista.

Eduardo Vítor Rodrigues frisou que «fazer uma candidatura não significa assinar um contrato» e que a Câmara «não teve resposta atempada» numa matéria em que «havia necessidade de fazer procedimentos de contratação que não se fazem de um dia para o outro».

«Neste momento estamos fora porque não aceitamos o risco financeiro que estava implícito. O município não faz nenhuma atitude de esbanjamento e nenhuma atitude que ponha em causa aquilo que demorou a conquistar que é a estabilidade financeira», concluiu.

A organização do Vodafone Rali de Portugal cancelou a 9 de Maio a especial em Vila Nova de Gaia, por, segundo o ACP, o município ter decidido «à última hora e devido a questões internas» não acolher a prova.

Em comunicado, o ACP deu conta da retirada da “Gaia Street Stage” do programa da sétima etapa do campeonato do mundo de ralis (WRC), pelo que desta forma o Rali de Portugal vai ficar reduzido a 18 especiais cronometradas.

No mesmo dia, a Câmara de Gaia esclareceu que decidiu não realizar a super-especial devido à «indefinição com a comparticipação financeira» e o Turismo de Portugal apontou que iria tomar uma decisão sobre uma candidatura relacionada com o Vodafone Rali de Portugal na semana seguinte. A 53.ª edição do Rali de Portugal começou hoje com o “shakedown” em Baltar, concelho de Paredes, culminando com a cerimónia de partida simbólica em Coimbra, estendendo-se até domingo.

 

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