Fred Rocha de excelência no Mundial de Euduro

Oito dias de Mundial concluídos – entre França, Itália e Portugal –, sétimo lugar no somatório das rondas mundialistas disputadas nos três países na classe Open 2T e a ajuda preciosa que levou Portugal a sagrar-se campeão por equipas, é o balanço do piloto de Coimbra, de apenas 18 anos de idade, no Campeonato Mundial FIM Borilli EnduroGP 2020.

CARLOS SOUSA (auto.look2010@gmail.com)

Aos comandos de uma Husqvarna 125, Frederico (Fred) Rocha, apoiado por autolook.pt, teve uma excelente estreia no Campeonato Mundial FIM Borilli EnduroGP 2020, ao concluir na sétima posição a Open 2T, atrás de Ricardo Wilson (Beta), piloto de Águeda, ajudando Portugal a conquistar o título de campeão por equipas. O jovem piloto de apenas 18 anos de idade regozijou-se, ainda, com a “dobradinha” lusitana nesta classe conquistada por Gonçalo Reis (KTM), de Sintra, e Gonçalo Sobrosa (Beta), de Vila Nova de Cerveira, campeão e vice-campeão, respectivamente.

A prestação de Fred Rocha nesta competição mundialista acabou por exceder todas as expectativas, não só por se tratar do piloto mais jovem da “armada” portuguesa, como também “sobreviveu” ao lamaçal a que esteve sujeito em todas as etapas em que participou. No EnduroGP de França (Requista), EnduroGP de Itália (Spoleto) e dupla jornada no EnduroGP de Portugal (Marco de Canaveses), o piloto de Coimbra foi brindado com muita chuva e; passagem dos pilotos, o traçado ficava bastante degradado e as dificuldades aumentaram substancialmente.

O seu poder de resistência, no entanto, veio sempre à tona da lama, embora, a espaços, não evitasse uma ou outra queda, que o fez perder segundos preciosos. A vida derruba-nos mas, levantar ou não, somos nós que escolhemos. Por isso, se cair levante-se, se deslizar se segure-se, mas nunca pense em abandonar. Quanto mais amarga for a queda, mais doce será a vitória.

Fred Vilaranda Rocha nunca baixou os braços, nunca atirou a toalha ao chão e, por muito que lhe custasse, o processo na recuperação do tempo perdido nunca foi olhado como um travão que afectasse a sua prestação. O piloto de Coimbra aproveitou todos os “grãos” nesta sua estreia no Campeonato Mundial FIM Borilli EnduroGP 2020 para “amealhar” e enriquecer o espólio da aprendizagem, não os deixando “cair” na engrenagem.

O jovem piloto de Coimbra não escondeu a satisfação por terminar esta missão, sobretudo numa temporada atípica: «Obviamente que muito teria de contar sobre esta época mas, mesmo em ano de pandemia, nunca descontinuei os treinos, de descurar os estudos, acreditando também nos compromissos desportivos», observou Fred Rocha.

De facto, os objectivos traçados foram cumpridos e quase desenhados a régua e esquadro: sagrou-se vice-campeão nacional na Classe Open com 17 anos, terminou o Mundial de Enduro na sétima posição na sua classe Open 2T, terminou as quatro provas que compunham o Campeonato Mundial FIM Borilli EnduroGP 2020, com 18 anos), coadjuvou Portugal a atingir o propósito da equipa, a vencer, ingressou no Ensino Superior, concluiu com sucesso o exame da carta de condução, entre muitos outros.

Tudo o que vale a pena na vida, dá trabalho para conquistar. Na dedicação e persistência de Fred Vilaranda Rocha em atingir a meta, com a forte vontade de conquistar os desejos com base na consistência e inteligência, foi importante o incondicional apoio do seu pai, mãe, as duas irmãs, padrinho e uma ampla equipa de apoiantes e parceiros.

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