Fórmula E em estreia de circuito convencional

No sétimo ano de competição, a Fórmula E vai utilizar, pela primeira vez, um circuito convencional, na circunstância, o Circuito Ricardo Torno, em Valência, onde a exemplo do que sucedeu em Diryah (Arábia Saudita) e Itália (Roma) vai haver duas corridas.

PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)

Trata-se de uma forma da organização garantir que não precisa no final da temporada de “inventar”, como sucedeu o ano passado, seis corridas em Berlim, para garantir a realização do campeonato, que foi idealizado para ter por palco as ruas dos centros da cidade, com o objectivo de estar mais perto dos espectadores, mas que faz uma incursão fora do seu “habitat” natural.

O facto de as corridas decorrerem num circuito tradicional coloca novos desafios aos pilotos e equipas, pelo que surgirem novos vencedores não será uma surpresa.

Com quatro vencedores noutras tantas corridas, os holandeses Nick de Vries (Mercedes) e Robin Frijns (Virgin), em Diryahm, e o francês Jean-Eric Vernge (DS) e o belga Stoffel Vandoorne (Mercedes), em Roma, é de esperar que o seu número suba, de preferência com a entrada do português António Félix da Costa (DS) no lote.

A vitória de Jean-Eric Vergne, em Roma, confirmou que o novo DS, estreado na corrida italiana, é competitivo e a equipa pode ter condições para manter a superioridade que tem exibido nos últimos anos, e António Félix da Costa vai beneficiar do facto de não integrar o primeiro grupo de pilotos a cumprir a qualificação, o que faz aumentar as suas hipóteses de assegurar um lugar na “Super Pole”, importante para, depois, poder chegar à vitória.

Mas se, nos traçados usados até agora, largar da “pole position” é importante, uma vez que as ultrapassagens não são fáceis e as pistas são estreitas, neste caso há espaço para ultrapassar, sem correr riscos, e isso pode mudar por completo as características das corridas.

Nas quatro corridas efectuadas, a Mercedes, pelas suas duas vitórias, e a Jaguar, que tem os seus dois pilotos, o inglês Sam Bird e o neo-zelandês Mitch Evans, nos dois primeiros lugares do campeonato, separados por quatro pontos, dominaram e mostraram que fizeram um bom trabalho durante o defeso, mas espera-se que, com o novo carro, os homens da DS apareçam de forma consistente a discutir as primeiras posições.

CLASSIFICAÇÕES DOS CAMPEONATOS

Pilotos – 1.º, Sam Bird, 43 pontos; 2.º, Mitch Evans, 39; 3.º, Robin Frijns, 34; 4.º, Stoffel Vandoorne, 33; 5.º, Nyck De Vries, 32; 6.º, Pascal Wehrlein, 32; 7.º, Edoardo Mortara, 30; 8.º, Jean-Eric Vergne, 25; 9.º, Alexander Sims, 24; 10.º, António Félix da Costa, 21; 11.º, René Rats, 21; 12.º, Oliver Rowland, 15; 13.º, Sébastien Buemi, 14; 14.º, Sérgio Sette Câmara, 12; 15.º, Max Gunther, 14 ; 16.º, Nico Muller, 11; 17.º, Oliver Turvey, 9; 18.º, Lucas Di Grassi, 6; 18.º, Alex Lynn, 4; 20.º, Tom Blomqvist ; 3 ; 21.º, Nick Cassidy, 3 ; 22.º, Norman Nato, 1.

Equipas – 1.º, Jaguar Racing, 82 pontos; 2.º, Mercedes-EQ Formula E Team, 65; 3.º DS Techeetah, 46; 4.º, Envision Virgin Racing, 37; 5.º, TAG Heuer Porsche Formula E Team, 32; 6.º, Rokti Venturi Racing, 31; 7.º, Nissan e-Dams, 29; 8.º, Mahindra Racing, 28; 9.º, Audi Sport ABT Schaeffler, 27; 10.º, Dragon/Penske Autosport, 23; 11.º, BMW i Andretti Motorsport, 12; 13.º, Nio 333 FE Team, 12.

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