Fórmula 1 em Imola a caminho do futuro

Catorze anos depois da sua última presença no Autódromo Enzo e Dino Ferrari, a Fórmula 1 regressa a Imola para aquele que poderá ser o primeiro passo rumo ao futuro, uma vez que a prova italiana decorrerá em dois dias em lugar dos habituais três.

PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com) – Fotos: PAULO MARIA / DPPI

Será um enorme desafio para as equipas e para os pilotos, uma vez que, tal como em Portimão, não há referências sobre o traçado, que perdem as duas sessões de treinos livres de sexta-feira, ficando estes reduzidos a uma sessão, de hora e meia, na manhã de sábado, antes da sessão de qualificação, para a corrida acontecer no domingo.

Trata-se de uma experiência, consequência do escasso tempo que mediou entre a corrida portuguesa e a italiana o que obrigou a um contra-relógio, para as equipas deslocarem toda a sua infra-estrutura de Portimão para Imola, distantes 2.500 km, com o consequente tempo gasto na desmontagem, em Portugal, e montagem, em Itália

Se a experiência for considerada positiva esta poderá ser no futuro, mais ou menos recente, a estrutura dos Grandes Prémios, por permitir uma significativa poupança às equipas, numa altura em encontrar dinheiro para manter as respectivas estruturas não está a ser fácil.

Com oito vitórias, em 12 corridas, o “record” de número de triunfos do alemão Michael Schumacher batido, a três “poles das 100 o inglês Lewis Hamilton (Mercedes) parte como favorito, e mesmo que o finlandês Valtteri Bottas (Mercedes), seu colega de equipa, o supere no treino livre, na hora da verdade será muito difícil desalojar o inglês da “pole position”.

Dando de barato que o pódio será composto pelos dois pilotos da Mercedes e pelo holandês Max Verstappen (Red Bull/Honda), como já sucedeu por sete vezes, com o holandês a ficar, por sistema, na “terra de ninguém”, já que, como admite, não consegue chegar aos Mercedes, nem ninguém o consegue ameaçar, o interesse da corrida vai estar na luta pelo lugar de “melhor dos outros”, cujo lote de candidatos aumentou.

No início da temporada, os pilotos da McLaren (o espanhol Carlos Sainz e o inglês Lando Norris) e Racing Point (o mexicano Sérgio Perez e o canadiano Lance Stroll) discutiam essa posição, com o decorrer do campeonato a Renault (com o francês Esteban Ocon e o australiano Daniel Riccardo) entrou na luta e, nas últimas corridas, a Ferrari (em especial com o monegasco Charles Leclerc, sempre melhor que o alemão Sebastian Vettel) juntou-se ao grupo, com o monegasco a ser quarto em Portugal e o último a não perder uma volta para o vencedor.

A este grupo juntar-se-á o francês Pierre Gasly (Alpha Tauri/Honda), inesperado vencedor em Monza, que tem tido presença assídua no lote dos 10 mais rápidos, em qualificação e corrida. Veremos como equipas e pilotos reagem a este desafio, que poderá ser a opção para um futuro mais ou menos próximo.

CLASSIFICAÇÕES DOS “MUNDIAIS”

PILOTOS – 1.º Lewis Hamilton, 276 pontos; 2.º Valtteri Bottas, 179; 3.º Max Verstappen, 162; 4.º Daniel Ricciardo, 80; 5.º Charles Leclerc, 75; 6.º Sérgio Perez, 74; 7.º Lando Norris, 65; 8.º Alexander Albon, 64; 9.º Pierre Gasly, 63; 10.º Carlos Sainz, 59; 11.º Lance Stroll, 57; 12.º Esteban Ocon, 40; 13.º Sebastian Vettel, 18; 14.º Daniil Kvyat, 14; 15.º Nico Hulkenberg, 10; 16.º Antonio Giovinazzi, 3; 17.º Kimi Raikkonen, 2; 18.º Romain Grosjean, 2; 19.º Kevin Magnussen, 1.

CONSTRUTORES – 1.º Mercedes-AMG Petronas F1 Team, 435 pontos; 2.º Aston Martin Red Bull Racing, 226; 3.º BWT Racing Point F1 Team, 126; 4.º McLaren F1 Team, 124; 5.º Renault DP World F1 Team, 120; 6.º Scuderia Ferrari, 93; 7.º Scuderia Alpha Tauri Honda, 77; 8.º Alfa Romeo Racing ORLEN, 5; 9.º Haas F1 Team, 3.

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