Ford usa “big data” que garante a produção

Com uma poupança de mais de 1 milhão de euros em paragens não planeadas, a marca oval recebe a informação fornecida pela análise de grandes quantidades de dados ajuda os engenheiros da Ford a detectar qualquer desaceleração na maquinaria.

(auto.look2010@gmail.com)

Mais de cem anos após ter revolucionado o mundo da indústria com a sua linha de montagem, a Ford está uma vez mais a estabelecer o ritmo da inovação, utilizando “big data” (recolha, análise e processamento de um elevado número de dados) para identificar potenciais avarias de máquinas antes de estas ocorrerem.

Se uma máquina avariar ou alguma peça falhar, a produção poderia sofrer atrasados. Ao trabalhar em conjunto com peritos em robótica da Universidade CEU Cardenal Herrera, em Valência, os engenheiros da fábrica da Ford, em Almussafes, são agora alertados imediatamente, através de uma aplicação no seu smartphone, quando quaisquer componentes começam a abrandar – uma indicação de que poderão avariar em breve.

Desde a sua introdução, no início de 2019, a recolha e processamento de dados poupou mais de um milhão de euros à Ford. É também muito útil para ajudar a cumprir prazos e garantir que os clientes recebem os seus novos veículos a horas.

Eduardo Garcia Magraner, director de Produção da fábrica da Ford, em Valência, teve a ideia depois de ter reparado que quando as máquinas se deterioram, executam as suas tarefas mais lentamente. Esta foi a ideia de partida para uma tese de doutoramento que levou ao desenvolvimento de mini terminais – sensores que são integrados com as máquinas da fábrica para detectar qualquer redução no desempenho e transmitir essa informação aos engenheiros, directamente para os seus telefones.

Este projecto, denominado Miniterms 4.0, é o primeiro do género numa fábrica da Ford e foi desenvolvido em conjunto com os engenheiros do departamento de robótica da Universidade CEU Cardenal Herrera, em Valência. O projecto foi financiado pela Ford Motor Company University Research e a equipa está agora a trabalhar com a Ford Global Data Insights and Analytics para disponibilizar este uso de dados nas instalações Ford no mundo.

A FÁBRICA DA FORD EM VALÊNCIA

Em Valência, mais de 15.000 máquinas são utilizadas para a produção de veículos, como oFord Galaxy, Kuga, Mondeo, S-MAX e Transit. A maior parte desta maquinaria é agora controlada através de mini terminais. Nesta fábrica Ford há ainda outras inovações importantes, como um robô autónomo que transporta peças sobressalentes para a linha de produção.

«Esta é uma melhoria do século XXI para uma inovação icónica do século XX. Ser capaz de identificar quando as peças poderão desgastar-se ou falhar no futuro, permite à equipa programar a manutenção e as reparações em momentos que se enquadrem nos nossos horários de produção, para uma produção mais eficiente», referiu Eduardo Garcia Magraner, responsável de produção Body and Stampingplant, na Ford Valência

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