Filipe Albuquerque “orgulhoso pelo feito raro”

O piloto conimbricense mostrou-se «orgulhoso pelo feito raro» de ter vencido duas provas consecutivas de 24 Horas de resistência automóvel, em Daytona, no domingo, e em Le Mans, a 20 de Setembro de 2020.

(auto.look2010@gmail.com)

«Vencer é importante em qualquer lado, não interessa aonde. O mais importante é vencer as grandes corridas e, hoje em dia, as grandes corridas estão espalhadas por todo o mundo. Diria que as 24 Horas de Le Mans são a maior corrida de resistência, mas, em paralelo, as 24 Horas de Daytona também são muito importantes. Ganhei as duas seguidas, o que é raro de acontecer, pelo que estou muito contente», disse o piloto de Coimbra.

Este foi, também, o segundo triunfo absoluto do piloto português na prova americana, depois de, em 2018, ter vencido com um Cadillac, juntamente com o portuense João Barbosa. O conimbricense Filipe Albuquerque já tinha vencido em Daytona também em 2013, mas na classe GTD.

«Num mundo globalizado em que vivemos, não interessa aonde são. As mensagens de parabéns chegam de todo o lado. Ganhar o respeito dos pilotos, donos de equipa, engenheiros é o mais importante em termos de carreira», frisou Filipe Albuquerque, acrescentando que «as duas corridas são mesmo bastante diferentes, com especificidades que obrigam a estratégias quase antagónicas».

«São corridas completamente distintas. Em Daytona há muitas bandeiras amarelas, o que dá muitas hipóteses a quem fica para trás e começar por ter problemas. Quem comete erros e perde tempo é beneficiado com isso. Veja-se o exemplo da Mazda, que perdeu três voltas», explicou o piloto de Coimbra que distinguiu a corrida norte-americana da francesa Le Mans.

«Em Le Mans, perder três voltas é impossível de recuperar. Até mesmo só uma volta. Por outro lado, dá hipóteses de, em caso de azar, ainda voltar à corrida. A Mazda estava lá para tentar ganhar e esteve bastante próxima. Le Mans tem de ser perfeita. Se ganharmos 10 segundos numa fase inicial, vamos capitalizar essa vantagem ao longo da corrida. Dá mais valor a quem faz a corrida perfeita», sublinhou, daí que, segundo Filipe Albuquerque, em Daytona haja maior incerteza no resultado durante a parte final.

«Em Daytona, como agrupamos todos nas bandeiras amarelas, torna-se uma corrida mais competitiva na sua fase final. Acabam por ser finais muito difíceis porque está toda a gente agrupada, embora às vezes possa ser um bocado injusto. Daí a termos finais inacreditáveis como este ano enquanto em Le Mans as coisas são mais previsíveis nas últimas horas», concluiu o piloto português, que em 2021 vai tentar, também, revalidar o título mundial de resistência, conquistado na categoria LMP2, a segunda mais importante.

Filipe Albuquerque regressa a Portugal a meio da manhã desta terça-feira, num voo proveniente da cidade germânica de Frankfurt, depois de, no fim-de-semana, ter vencido as Rolex 24 Horas de Daytona, primeira prova do campeonato norte-americano de resistência, o IMSA Weather Sports Car, uma das mais emblemáticas provas de resistência automóvel a nível mundial.

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