Filipe Albuquerque é oficialmente campeão WEC

Piloto de Coimbra, de 35 anos e que terminou a derradeira corrida do FIA WEC na quarta posição na LMP2 – sexto à geral –, sagrou-se oficialmente campeão da categoria no Bahrein. António Félix da Costa sagrou-se vice-campeão.

CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt)

Se matematicamente já tinha conquistado o título mundial do Campeonato do Mundo de Resistência (FIA WEC), na sequência da vitória registada nas 24 Horas de Le Mans, prova que venceu em Setembro, precisava, somente, de alinhar na corrida das 8 Horas do Bahrein, este sábado, para ser considerado oficialmente campeão.

Um título que o piloto de Coimbra soma ao de campeão do European Le Mans Series (ELMS), naquele que já é considerado um ano de ouro para o piloto de Coimbra, que culminou com uma excelente prestação nas 8 Horas do Bahrein. Filipe Albuquerque encarou esta prova com enorme serenidade, uma vez que o título já o tinha no bornal, apenas teria de alinhar na única corrida que lhe faltava para regar com o saboroso néctar o título de campeão do Mundo de Resistência LMP2.

O conimbricense Filipe Albuquerque e o britânico Phil Hanson chegaram ao Bahrein para carimbar oficialmente o ceptro, ainda com a missão de assegurar que, o também britânico Paul Di Resta, terceiro piloto na equipa na United Autosports, alcançasse o título de vice-campeão. O quarto lugar conseguido na corrida de hoje foi suficiente para atingirem todos os objectivos e fazerem história.

«Uau!!! Agora é que posso dizer que sou Campeão do Mundo e é uma sensação única  tão boa! Estou muito feliz com este desfecho depois de um ano complicado para o mundo e complicado para mim em termos pessoais. Que alegria, que satisfação e que orgulho», começou por referir o embaixador de Portugal, Coimbra e Clube Automóvel do Centro.

«Estou muito grato à equipa pelo trabalho excepcional ao longo do ano, aos meus companheiros de equipa pela garra e profissionalismo, à minha família pelo apoio incondicional e a todos aqueles que, nos bastidores, trabalham diariamente para que tudo isto fosse possível. Estou muito feliz e espero que os portugueses também sintam este título como deles», sublinhou, satisfeito, Filipe Albuquerque, em declarações difundidas pela assessoria de imprensa, Make News.

Desta vez, Filipe Albuquerque não venceu a corrida mesmo que tenha saído da “pole position” mas um “pit stop” mais demorado acabou por ser determinante para este desfecho: «Queríamos ganhar e tínhamos andamento para isso, estivemos muito tempo na frente, mas ficámos sem gasolina num dos “pit-stops” e perdemos cerca de 30 segundos. Não vencemos a corrida mas vencemos o Campeonato e isso supera qualquer percalço. Acaba o ano desportivo, talvez o melhor da minha carreira, e já só penso no que aí vem», concluiu o piloto português feliz pelo ano ímpar que viveu.

A vitória na classe LMP2 sorriu a Gabriel Aubri, da Jackie Chan Racing, batendo o português António Félix da Costa (Jota), que fez equipa com o mexicano Roberto Gonzalez e o britânico Anthony Davidson.

António Félix da Costa esteve em excelente nível na derradeira prova do Mundial, garantindo o vice campeonato do mundo por equipas na categoria LMP2. Um grande feito para o piloto de Cascais, num ano de ouro que juntou este resultado ao título de Fórmula E.

Na categoria principal, a LMP1, o argentino José Maria López, o japonês Kamui Kobayashi e o britânico Mike Conway, venceram a prova e sagraram-se campeões mundiais. De regresso ao FIA WEC, Pedro Lamy esteve aos comandos de um Aston Martin Vantage com o número 98 a fazer equipa com Ross Gunn e Paul Dalla Lana, terminando na nona posição da categoria GTE Am. A vitória foi conquistada por Egidio Perfetti, Larry Ten Voorde e Jörg Bergmeister, aos comandos de um Porsche 911 RSR do Team Project One. Já a categoria LMGTEPro, a vitória sorriu a Michael Christensen e Kevin Estre, em Porsche 911 RSR.

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