Ferrari sob pressão no GP de Itália

Uma semana depois da corrida em Spa-Francorchamps, onde a Mercedes continuou a exibir a sua superioridade, a Fórmula 1 chega ao rapidíssimo traçado de Monza, desta vez de bancadas vazias, o que, segundo o “Corrieri dello Sport”, pode ser um benefício para a Ferrari.

PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)

A atravessar uma das maiores crises da sua história, e uma semana antes de “correr em casa”, no circuito de Mugello, naquela que será 1000.ª participação da marca de Maranello, no Campeonato do Mundo de Fórmula 1, a Ferrari tem de mostrar em Monza um desempenho diferente daquele que tem tido, uma vez que em Mugello haverá, pela primeira vez, espectadores, quase todos ligados à marca, que não gostarão de ver a Ferrari ser humilhada “em casa” e, por isso, é preciso um resultado moralizador.

Em Monza, por sistema, milhares de “tiffosi” esgotam as instalações do circuito para apoiarem a sua equipa e se há um carro vermelho na primeira posição da grelha ou a cortar a meta como vencedor é a “loucura”.

Desta feita a ausência de público pode aliviar a pressão sobre a equipa, mas um mau resultado em Monza vai provocar um substancial aumento da pressão uma semana depois em Mugello, onde ninguém quer admitir a derrota da Ferrari, no “seu” circuito.

É por isso que os dois próximos fins-de-semana são importantíssimos para a Ferrari e não surpreenderá, se as coisas não correrem bem, que rolem cabeças, a começar pela de Mattia Binotto, o director desportivo da marca.

E para aumentar a pressão, a Haas queixou-se da falta de potência das unidades motrizes da marca italiana, um dos factores determinantes para o fraco desempenho dos “cavalino rampante” esta temporada.

Se nada de anormal se passar, a Mercedes, mesmo com entrada em vigor da proibição da alteração dos modos de potência em qualificação, não deverá ter dificuldade em passear a sua superioridade, com o holandês Max Verstappen (Red Bull/Honda) a continuar a ser o seu mais directo perseguidor, na tentativa de aproveitar qualquer falha dos “flechas pretos”.

Face à evolução que a Renault tem revelado, traduzido no quarto, o australiano Daniel Ricciardo, e quinto, o francês Esteban Ocon, lugares alcançados em Spa, aguarda-se em Monza a confirmação dessa evolução, que permitiu à marca francesa, bater no traçado belga, a McLaren, que usa as mesmas unidades motrizes.

Na luta, teoricamente, pelo quarto lugar, há que juntar os Racing Point/Mercedes do mexicano Sérgio Perez e do canadiano Lance Stroll.

CLASSIFICAÇÕES DOS “MUNDIAIS”

PILOTOS – 1.º Lewis Hamilton, 157 pontos; 2.º Max Verstappen, 110; 3.º Valtteri Bottas, 107; 4.º Alexander Albon, 48; 5.º Charles Leclerc, 45; 6.º Lando Norris, 45; 7.º Lance Stroll, 42; 8.º Daniel Ricciardo, 33; 9.º Sérgio Perez, 33; 10.º Esteban Ocon, 26; 11.º Carlos Sainz, 23; 12.º Pierre Gasly, 18; 13.º Sebastian Vettel, 16; 14.º Nico Hulkenberg, 6; 15.º Antonio Giovinazzi, 2; 16.º Daniil Kvyat, 2; 17.º Kevin Magnussen, 1

CONSTRUTORES – 1.º Mercedes-AMG Petronas F1 Team, 264 pontos; 2.º Aston Martin Red Bull Racing, 158; 3.º McLaren F1 Team, 68; 4.º BWT Racing Point F1 Team, 66; 5.º Scuderia Ferrari, 61; 6.º Renault DP World F1 Team, 59; 7.º Scuderia Alpha Tauri Honda, 20; 8.º Alfa Romeo Racing ORLEN, 2; 9.º Haas F1 Team, 1.

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